A Redação
Goiânia – A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás (OAB-GO) condenou as acusações feitas pelo advogado Paulo Roberto Borges da Silva, detido em outubro deste ano na Operação Livramento. Paulo Roberto protocolou representação junto ao Conselho Federal da OAB nacional relatando o tratamento “desonesto e traiçoeiro” recebido por ele e por outros advogados presos na operação, por parte de membros da seccional goiana. Por meio de nota, a OAB-GO classificou as acusações como “levianas”.
A Operação Livramento, que resultou na prisão de Paulo Roberto e de outras 51 pessoas em outubro, investiga fraudes em benefício de presos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. No texto divulgado na última sexta-feira (16/12), a seccional afirmou que as acusações do advogado contra membros da gestão mostram “claro objetivo de intimidação”.
Ao contrário do que alega Paulo Roberto, a OAB-GO garante que tem acompanhado de perto os desdobramentos da Operação.
“Desde a madrugada em que foi deflagrada a operação, a OAB-GO, por meio da Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) e de seu próprio presidente, Lúcio Flávio de Paiva, acompanha diretamente seus desdobramentos, sempre com vistas a preservar as prerrogativas profissionais, por um lado, mas também para apurar com rigor violações ético-profissionais que os advogados alvo da operação possam ter cometido”, diz a nota.
Confira o texto na íntegra:
A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás vem à presença da advocacia e da sociedade denunciar a estratégia vil e traiçoeira do advogado Paulo Roberto Borges da Silva que lança, sem quaisquer elementos de prova, acusações levianas e contra membros da gestão com o claro objetivo da intimidação.
A saber, o senhor Paulo Roberto Borges da Silva foi preso pela Polícia Civil do Estado de Goiás em 19 de outubro do corrente, na Operação Livramento, junto a outras 51 pessoas, acusado de atuar em um esquema de fraudes em benefício de presos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Desde a madrugada em que foi deflagrada a operação, a OAB-GO, por meio da Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) e de seu próprio presidente, Lúcio Flávio de Paiva, acompanha diretamente seus desdobramentos, sempre com vistas a preservar as prerrogativas profissionais, por um lado, mas também para apurar com rigor violações ético-profissionais que os advogados alvo da operação possam ter cometido.
Por isso, e em razão das atribuições do ofício, o presidente da OAB-GO provocou o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para que a Corte analisasse a eventual suspensão preventiva dos advogados alvo da operação policial. É esta a razão da vindita perpetrada pelo senhor Paulo Roberto Borges da Silva, com o claro objetivo de impedir o andamento dos processos ético disciplinares.
Essa postura de deflagrar o procedimento disciplinar não o agradou; não agradou também ao pai desse mesmo advogado – também alvo da mesma operação policial –, que esteve na seccional goiana pessoalmente para reclamar e tentar pressionar o presidente da OAB-GO para que este recuasse da instauração do processo no TED.
Reitera a Diretoria da OAB-GO que a defesa da ética profissional é tão importante quanto a defesa das prerrogativas, e que não serão ataques e pressões, mesmo que criminosos como os realizados pelo senhor Paulo Roberto Borges da Silva, que farão a seccional goiana recuar um milímetro sequer na punição daqueles que usam a carteira da OAB para praticar ilícitos.
Por fim, a Diretoria reafirma sua total confiança nas pessoas levianamente acusadas pelo senhor Paulo Roberto Borges da Silva, oportunidade em que as desagrava e incentiva a prosseguir no trabalho sério em prol da advocacia, sem curvar-se ou temer ataques de tal jaez.
Goiânia, 16 de dezembro de 2016
Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás