Rafaela Bernardes
Goiânia –
Dados da Universidade Estadual de Goiás (UEG) mostram que cerca de 80% dos alunos matriculados na instituição de ensino vieram de escolas públicas. Para o reitor da UEG, Haroldo Reimer, o número representa o papel social desenvolvido pela Universidade. "A expressão universidade inclusiva se encaixa perfeitamente à UEG, já que a instituição interfere diretamente nas diferenças socioeconômicas comuns do nosso país. Para muitos estudantes, a UEG é a única porta de entrada para o ensino superior", ressaltou.
Em entrevista ao jornal A Redação, Haroldo Reimer listou ações e programas da Universidade que a credenciam como inclusiva. "O Conselho Acadêmico da instituição aprovou, recentemente, uma cota para estudantes quilombolas. Para todos os cursos da UEG, duas vagas serão destinadas a estudantes oriundos dessas comunidades".
Além das vagas específicas para quilombolas, os estudantes que possuírem renda familiar inferir a três salários mínimos também terão direito a uma bolsa no valor de R$ 400. "Essa bolsa funciona como um auxílio alimentação, moradia ou transporte. O estudante pode usá-la de acordo com sua necessidade. Para esses alunos, a bolsa faz a diferença na hora de escolher entre ficar na faculdade ou abandonar o curso", explicou ao AR.
A UEG tem hoje dez modalidades de bolsas e o investimento anual é de mais de R$ 8 milhões. Haroldo Reimer destacou, ainda, a criação do vestibular direcionado a refugiados e a pessoas com visto humanitário. Para ele, as ações só reforçam o papel e a importância social da instituição para Goiás. "A UEG foi pioneira com essa iniciativa lá em 2016. Hoje, já temos 22 alunos estrangeiros de cinco países diferentes estudando na instituição. Acolhemos estudantes das mais variadas condições sociais", finalizou.