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O risco da oligarquização dos espaços de poder

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24.06.2019 - 17:47:17

Há muitos anos é feito um importante debate acerca de uma crise silenciosa, que, longe dos holofotes da grande mídia, encontrou um ambiente perfeito para sua sobrevivência. Assim, de forma discreta e cômoda para os interesses mais espúrios, uma triste conjuntura vai se acomodando e minando a força de espaços fundamentais para a representatividade da sociedade civil: as entidades e associações de classe.
 
Nesta marcha, alguns grupos hegemônicos que se perpetuam no comando dessas organizações reforçam distanciamentos entre estes arranjos e suas respectivas classes. Seja através da falta de estímulo na participação dos representados, ou se valendo de práticas mais rasteiras, o que importa aos ditos representantes é se manter no poder.
 
Portanto, acredito piamente que o processo de oligarquização das entidades representativas deve ser prontamente enfrentado. Ora, a quem serve uma entidade representativa que não representa ninguém? Somente aos interesses dos grupos dominantes focados no poder e nos cargos que lhes convém.
 
Diante deste desafio fundamental para a sociedade civil organizada, decidi assumir mais um compromisso com a minha classe. Aceitei o convite de colegas para compor a Sinergia – Chapa 2, que, no último dia 22, disputou e venceu as eleições do Crefito 11, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 11ª região, composta por Goiás e pelo Distrito Federal.
 
A decisão foi definitiva e sintomática, denunciando o descontentamento da classe com a perpetuação de um mesmo grupo no Conselho. Nossa vitória obteve 3715 votos, contra apenas 1504 da chapa adversária.
 
Outra solução para este desafio deveria vir em forma de Lei Federal, não permitindo mais que dois mandatos para nenhum cargo de representação. Consecutivos ou alternados, dois mandatos são suficientes para realizar um bom trabalho. Precisamos de avanços, não de repetições.
 
Estas eleições significaram um reencontro do Crefito 11 consigo mesmo. Não o digo por ser integrante da chapa vitoriosa, mas por acreditar na importância da alternância nos espaços de poder e entendê-la como ferramenta democrática. É por meio da renovação, contra a repetição, que conseguiremos garantir ambientes mais democráticos e transparentes.

Dra. Cristina é vereadora de Goiânia

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por Dra Cristina

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