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O rico mercado da 44

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27.04.2019 - 14:36:00

Para entender o crescimento da região da 44 é preciso uma análise de dois setores: imobiliário e da moda. Nenhum sucesso ocorre por acaso, sendo assim, é necessário entender os dois segmentos para refletir melhor sobre o sucesso na região da 44 e sua expansão atual.
 
Nos anos 80, confeccionistas despertaram a primeira geração de confecções com muitas fábricas espalhadas em várias cidades, como Goiânia, Anápolis, Jaraguá e Jataí. A Feira Hippie, que surgiu na Avenida Goiás com produtos artesanais, logo cedeu espaço para os pequenos fabricantes de roupas e calçados, segmento que predominou até a mudança de local da feira para a Praça do Trabalhador.
 
A moda goiana ganhou o mercado nacional. Marcas se fortaleceram nos anos 90 vendendo seus produtos via pronta entrega, com representantes em praticamente todo o País. O setor da moda em Goiânia mudou de local por diversas vezes. As migrações sempre buscaram uma boa logística e oportunidade imobiliária, sendo uma delas da Avenida 85 para a Bernardo Sayão, pois o setor “Fama” oferecia imóveis ociosos, atraindo lojistas para o local.
 
Até o final dos anos 90, o setor imobiliário da região da 44 estava abandonado, com galpões velhos, baixa ocupação imobiliária e muitos usuários de drogas. Porém, o local era bastante estratégico para o setor de confecção, tendo em vista a proximidade com a rodoviária, Feira Hippie e hotelaria.
 
Considerando os valores elevados dos aluguéis na Bernardo Sayão e a disponibilidade de imóveis na região da 44, surgiu uma grande oportunidade imobiliária no local. No início, a 44 era vista com muita desconfiança pelas marcas mais tradicionais. Atualmente, contudo, com vários shoppings em funcionamento e outros em construção, as marcas tradicionais estão fazendo a última migração para consolidar a região pelas próximas décadas, já que será difícil outro local possuir tantos benefícios.
 
Desse modo, se analisarmos a região da 44 como um grande shopping, esta apresenta resultados do Tenant Mix – estudo que visa a possibilidade de lucro futuro – e, ainda, analisando as suas âncoras – Feira Hippie e rodoviária – os novos empreendimentos têm gestão de ponta, com produtos de qualidade e preço atrativo.
 
Com todo esse potencial, a região deve alcançar, neste ano, uma receita anual de mais de R$ 7 bilhões. 
 
*Célio Abba é administrador e pesquisador do mercado imobiliário e de moda
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por Célio Abba

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