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O poder das cooperativas

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05.03.2020 - 11:58:35
Goiânia – Os efeitos positivos da presença de cooperativas de crédito no desenvolvimento econômico dos municípios ficaram comprovados por recente relatório técnico publicado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe). O estudo revela, nessas cidades, aumento de 5,6% do PIB per capita; de 6,2% na proporção do emprego formal na população economicamente ativa; de 1% no salário médio formal; de 15,7% no número de empreendimentos por mil habitantes; de 19,6% no valor das exportações por habitante e de 45,1% no saldo comercial por habitante. Aponta, também, redução de 9,5% no valor das importações per capita. 
 
Outro relevante dado do relatório, que foi encomendado à Fipe pelo Sicredi, merece destaque: a concessão de R$ 1 de crédito cooperativo gera R$ 2,45 para a economia brasileira. Para cada R$ 35,8 mil de crédito, cria-se um novo posto de trabalho no País. É o cooperativismo gerando renda e emprego. 
 
Mas por que as cooperativas de crédito conseguem alavancar a economia dos municípios? A resposta está no poder multiplicador das cooperativas, maior do que os empreendimentos convencionais, devido ao modelo de economia compartilhada. 
 
Nas cooperativas, toda a renda (incluindo os resultados, que chamamos de sobras) é distribuída para os associados e permanece no lugar onde é gerada. No caso das cooperativas de crédito, o valor economizado na taxa de juros é usado pelo cooperado como poupança, investimento ou consumo no mercado local. Não vai para a bolsa de valores, nem para os grandes centros financeiros do País e do mundo. E, além disso, segundo o relatório, na média, as taxas de juros praticadas pelas cooperativas de crédito são 35% mais baratas que as do mercado tradicional. 
 
Quem atua no modelo de negócio cooperativista sabe que o fenômeno que ocorre com o cooperativismo de crédito não surpreende. Essa capacidade de gerar desenvolvimento econômico pode ser comprovada também em outros ramos do cooperativismo. No agronegócio goiano, por exemplo, cidades como Rio Verde, Morrinhos, Mineiros e Piracanjuba, entre outras, tiveram como alavanca do seu desenvolvimento grandes cooperativas agropecuárias. 
 
O cooperativismo é importante economicamente. Mas vai muito além. O pendor pelo social e pela sustentabilidade, gravado em seu sétimo princípio, o de interesse pela comunidade, dá o contorno final do que entendemos como capitalismo consciente.
 

*Luís Alberto Pereira é presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, instituição que atua na representação político-institucional e sindical do cooperativismo goiano e na capacitação do público cooperativista no Estado
 
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por Luís Alberto Pereira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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