Houve um tempo em que o ser humano era definido pela sua capacidade de busca: a busca pelo abrigo, pelo fogo, pela forma de armazenar o alimento, pela verdade, pelo conhecimento profundo, enfim, éramos buscadores. Hoje, essa trajetória evolutiva parece ter sofrido um curto-circuito. Estamos testemunhando a ascensão de um novo tipo de pária social: o viciado em redes sociais, mais precisamente o Instagram, um indivíduo que, sob a máscara de conectado, está se transformando rapidamente em um ser humano imprestável.A atrofia do imprestável digitalNão há outra forma de dizer: quem utiliza o Instagram como fonte primária de mundo é, em termos práticos, alguém que está se tornando inútil. Se você não é mais capaz de abrir um buscador, formular uma frase lógica e filtrar resultados para consumir conteúdo de qualidade, sua capacidade intelectual é quase nula.O viciado é um escravo voluntário de um lixo tecnológico desenhado para mentes preguiçosas. Ninguém reclama, só usa. Como aceitar um aplicativo que esconde o conteúdo de seus próprios amigos para priorizar o lixo pago de quem despeja dinheiro na plataforma? A resposta é simples: o usuário médio não quer controle; ele quer o cabresto.A engrenagem da manipulação e o FOMO (Fear of Missing Out)Essa subvida digital é alimentada pelo FOMO, uma ansiedade patológica de quem teme perder os avanços tecnológicos, muitas vezes o nada. Enquanto o viciado rola o dedo infinitamente, ele é processado por um algoritmo que é um verdadeiro laboratório de engenharia social.
- A Lavagem Cerebral DEI: O conteúdo é cirurgicamente manipulado para empurrar agendas de Diversidade, Equidade e Inclusão, não como debate, não pela importância que o tema merece, mas como doutrinação goela abaixo;
- O Silenciamento Ideológico: Se você ousa pensar à direita, o sistema ativa o shadowban. Você fala para as paredes enquanto a plataforma simula uma democracia que não existe;
- A Covardia Institucional: O Instagram tornou-se o capacho preferido de ordens judiciais injustas, bloqueando perfis e silenciando vozes sem pestanejar, provando que sua única lealdade é ao poder e ao lucro, nunca à liberdade de quem o usa.
O Triunfo da Mediocridade TécnicaPara além do dano social, o Instagram é, em sua essência, um software porco. É um Frankenstein de código mal escrito, uma colcha de retalhos de funções copiadas de concorrentes que pesa no hardware e insulta qualquer um que entenda o mínimo de tecnologia. O feed quase sempre rola sozinho, o usuário não pode decidir a hora, ele rola e pronto.Não apenas isso, a sua ferramenta de busca é uma piada de mau gosto: enquanto buscadores sérios usam inteligência para te entregar respostas, o Instagram usa algoritmos de retenção para te entregar o nada. Ele não quer que você encontre a informação; ele quer que você se perca no lixo.É um app que odeia a eficiência, que ignora a visão periférica humana ao proibir o vídeo horizontal e que remove o controle básico de playback — avançar ou voltar — apenas para forçar o usuário a assistir, como um autômato, ao que ele quer impor. Você recebe um link do Instagram no WhatsApp e ao clicar para abrir o aplicativo deliberadamente te apresenta outra publicação, não é bug, é manipulação e o mais interessante é que após o terceiro clique a publicação correta aparece.Do feed para o lixoO diagnóstico é sombrio, ao abdicar da busca ativa e se entregar ao fluxo passivo de um app que castra a inteligência, o indivíduo deixa de ser um cidadão para se tornar um subproduto, ele não produz, não questiona, não aprofunda, ele apenas consome o que o algoritmo regurgita.A verdade nua e crua é que o vício nessa plataforma é o sinal definitivo de uma alma que desistiu, quem não consegue viver fora desse cercadinho digital está, frame a frame, transformando-se em um ser humano lixo: alguém que ocupa espaço e consome banda, mas cuja capacidade crítica foi permanentemente excluída. No fim, o Instagram não é apenas um app ruim; é o cemitério da utilidade e da inteligência humana.*Ralph Rangel é desenvolvedor de software, professor em cursos de MBA. Foi Superintendente na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás. Foi Secretário Executivo na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Município de Goiânia

O Homo Instagramabilis: O crepúsculo da inteligência
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