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O futuro das cidades

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19.12.2024 - 10:36:30

O conceito da cidade de 15 minutos não é exatamente novo. Criado pelo cientista colombiano Carlos Moreno há quase 10 anos, o conceito foi difundido com mais força pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, há quatro anos, durante a campanha pela sua reeleição. Mas, do ano passado para cá, o termo passou a ser abordado com mais frequência no Brasil. A ideia é que todas as necessidades básicas do cidadão (educação, trabalho, comércio, lazer e saúde) estejam a 15 minutos a pé ou de bicicleta da sua moradia, diminuindo o deslocamento.
 
Trata-se de uma tentativa de solucionar problemas que atingem muitas pessoas atualmente, como trânsito congestionado, poluição, questões de saúde mental pelo estresse no transporte e falta de tempo de qualidade em família. Por isso, quando a cidade de 15 minutos é colocada em prática, os benefícios se mostram transformadores tanto para os moradores, que veem uma melhora significativa na qualidade de vida, quanto para os municípios, que ganham em mobilidade, sustentabilidade e economia.
 
A grande questão são os desafios para a sua implementação. É por esse motivo que a palavra-chave para que dê certo é integração, ou seja, tudo aquilo que for planejado para o bairro que pretende adotar o conceito precisa estar muito bem alinhado. A infraestrutura urbanística, de lazer e comercial tem que ser pensada em conjunto e de forma complementar. Além disso, é importante atrair pequenos comércios e ter uma malha viária que leve em consideração pedestres e ciclistas.
 
Também é essencial investir em tecnologia e sustentabilidade, como iluminação em LED, e em abundância de áreas verdes, com espaços preparados para lazer e convivência. Municípios com até 100 mil habitantes ainda têm condições de crescer ordenadamente e evitar problemas experimentados em grandes centros. Mas, cidades maiores devem repensar suas formas de expansão urgentemente e isso demanda um estudo de viabilidade detalhado para a implementação da cidade de 15 minutos. Este precisa ser o futuro das grandes cidades!
 
No entanto, é uma atitude inteligente que esse conceito já seja adotado em locais não tão grandes, porém que estão em franco crescimento, como uma forma de antecipar a solução do problema. Um exemplo disso é observado em Catalão, que tem 114 mil habitantes e está em expansão numérica e territorial. Assim, já começam a ser verificados os primeiros problemas de mobilidade. Levando em conta esse crescimento, o novo bairro de Catalão, chamado Reserva Catalunha, já foi planejado para levar a inovação da cidade de 15 minutos.
 
Outras iniciativas do projeto do bairro, como investimento privado em espaços de lazer públicos e padronização de calçadas, são exemplos do que pode ser somado ao conceito para qualidade de vida. Esse tipo de iniciativa é importante porque, apesar de representar um excelente padrão de planejamento, a cidade de 15 minutos não resolve sozinha todos os problemas de um município.
 
*Rafael Brandão é gestor de recursos humanos e de negócios, especializado em Pedagogia Empresarial, e diretor do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sinduscon – Anápolis)
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por Rafael Brandão

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