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O equívoco da abstenção

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30.09.2020 - 22:52:12
 
Em 15 de novembro, teremos, mais uma vez um encontro com a mais significativa ferramenta da democracia representativa: a urna.  Essas eleições serão, no mínimo, atípicas, pois realizadas no meio de um inédito turbilhão de dúvidas e incertezas causado, em grande parte, pela pandemia do novo Coronavírus. Esse fato somado ao crescente desinteresse e desapontamento, até certo ponto justificado, de parcela substancial da população com o cenário político tradicional, ameaça resultar em elevadíssimos índices de abstenção nas eleições 2020. 
 
Entretanto, não podemos esquecer que participação política é sinônimo de cidadania. Quem abre mão de sua cidadania se abstendo de votar corre o sério risco de ser governado por aqueles que não representam os seus interesses, necessidades e anseios. Além disso, não podemos perder de vista a importância das eleições municipais. É na cidade que se desdobra a nossa vida cotidiana, nesse espaço são aplicadas as políticas públicas que mais influenciam o nosso dia a dia. Mesmo os programas dos governos federal e estaduais são executados nos municípios, ou seja, sob as gestões de prefeitos, fiscalização e acompanhamento de vereadores. Dessa forma, a escolha acertada desses atores políticos está diretamente ligada a nossa qualidade de vida. A proximidade com esses representantes democraticamente eleitos possibilita ainda um acompanhamento mais criterioso de suas ações, em um virtuoso exercício de democracia cidadã e cooperação. 
 
E para enfrentar os inúmeros e complexos desafios na sociedade do conhecimento é mais que urgente abandonarmos definitivamente a postura de competição e abraçarmos de uma vez por todas um ambiente colaborativo e, juntos, construirmos uma visão de futuro baseada no Modelo Quadruple helix, fomentando o constante diálogo, interação, integração e retroalimentação entre governo, academia, setor produtivo e sociedade civil. Esse é o caminho mais viável e seguro para criarmos um ambiente local promissor, favorável à inovação, aos investimentos ao desenvolvimento social e econômico. 
 
As eleições municipais são o palco adequado para o início promissor desse processo no qual todos têm interesses concretos e todos têm muito a ganhar. Afinal de contas, melhoria dos serviços básicos como saúde, transporte, segurança e educação, incentivo ao empreendedorismo, aumento da produtividade, geração de emprego e renda são objetivos presentes nas agendas de todos os  atores sociais que sonham com uma cidade moderna, economicamente próspera, socialmente justa e ambientalmente sustentável.  
 
*Francisco Lopes é superintendente do Secovi Goiás
 
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por Francisco Lopes

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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