Logo

O desrespeito ao amor

05.08.2016 - 14:48:24
WhatsAppFacebookLinkedInX

Nos últimos dias, a mídia não parou de divulgar o fato ocorrido com a modelo e atriz Luiza Brunnet, que revelou ter sido agredida fisicamente pelo ex-marido, o empresário Lírio Parisotto. O empresário, por sua vez, defende-se dizendo já ter sido agredido inúmeras vezes por ela, inclusive tendo levado 10 pontos após uma agressão. Ele nega as acusações e alega ter somente se defendido.
 
Independente das verdades ou mentiras que podem ou não estar sendo omitidas neste caso, sobre uma questão não existe dúvida: ambos estão vivenciando uma situação terrível, desagradável e muito triste, o que gera um enorme desconforto e sofrimento intenso.
 
Mas, afinal, por que as agressões acontecem com frequência nos relacionamentos? A agressão acontece somente quando parte para ataques físicos? Como evitá-la?
 
A existência de conflitos nos relacionamentos é natural, faz parte de toda relação saudável, visto que somos seres diferentes, pensamos e acreditamos em coisas diferentes. O problema começa quando não conseguimos resolver essas diferenças e elas vão se tornando cada vez maiores e mais complicadas. A dor e o acúmulo de situações não solucionadas tornam as discussões entre o casal cada dia mais exaltadas e cheias de extrema irritabilidade.
 
As brigas entre o casal são normais! A única coisa que eles precisam é aprender a brigar: transformar o momento da briga em uma oportunidade para conversar, dialogar, debater sobre os desacordos até encontrar uma solução e aprender algo novo. 
 
Diferenças culturais vão gerando pequenos conflitos que, se não resolvidos, vão se acumulando e gerando problemas cada vez maiores e o aumento da irritação e da angústia. Assim, começam a surgir as agressões verbais e emocionais, que vêm com um alto grau de tristeza e raiva. As brigas tornam-se mais tensas e descontroladas e o próximo passo poderá ser o início de agressões físicas. E como evitar que o relacionamento chegue a esse ponto? Prestando atenção e rompendo este ciclo antes que chegue ao final. 
 
Existem várias formas de fazer isso, como prestar atenção aos problemas para não deixar acumular, ler livros, fazer terapia, fazer cursos, etc; ficar alerta durante as discussões para não permitir que ultrapassem o limite do respeito; evitar a todo custo as agressões verbais; não buscar o diálogo quando os ânimos estão exaltados, etc.
 
O mais importante é não permitir que um agrida o outro e perca o respeito um pelo outro. Esse é um caminho sem volta ou, pelo menos, muito difícil de retornar quando o casal já foi longe demais.

*Viviane Guimarães é psicóloga, especialista em Relacionamentos, fundadora da Escola de Relacionamentos Felizes Para Sempre…

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Viviane Guimarães

*

Postagens Relacionadas
Leonardo Ribeiro
24.02.2026
Quaresma: rumo ao deserto para escutar e viver

Com a graça de Deus iniciamos, unidos com a Igreja, o Tempo da Quaresma. Como todos os anos, neste período de quarenta dias, somos convidados a mergulhar com intensidade e coração aberto neste tempo propício de revisão de vida e conversão pessoal. A própria Liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, […]

Ricardo Menegatto
17.02.2026
Prejuízos causados por eventos climáticos: quais são os direitos do consumidor?

Os alertas da Defesa Civil sobre tempestades severas tornaram-se parte da rotina de moradores de São Paulo e de diversas capitais brasileiras. Com eles, cresce também a apreensão quanto à possibilidade de quedas de energia elétrica e aos prejuízos que podem atingir residências, comércios e até a saúde de pessoas que dependem de equipamentos essenciais. […]

Carla Conti
14.02.2026
Educar com consciência planetária é um compromisso com a vida

A universidade é, historicamente, a casa do conhecimento. É nela que se formam profissionais de todas as áreas e onde se outorgam diplomas que autorizam a atuação no mundo. Mas esse gesto formal carrega uma responsabilidade que vai muito além da formação técnico-científica. Em um cenário marcado por crises ambientais, desigualdades sociais persistentes e pelo […]

Anna Carolina Cruz
13.02.2026
O tempo que não temos

Há dias em que a alma pede silêncio. Não o silêncio da ausência de barulho, mas o silêncio da consciência que desperta. Tenho pensado muito na forma como estamos vivendo. Corremos como se houvesse um incêndio permanente, como se cada mensagem ou e-mail não respondido fosse o fim do mundo, como se cada prazo fosse […]

Bruno D´Abadia
12.02.2026
Gestão de dados fortalece operadoras de saúde

O setor de saúde suplementar vive uma transição decisiva. Transparência, integridade da informação e precisão técnica deixaram de ser apenas exigências regulatórias e passaram a influenciar diretamente a sustentabilidade e a credibilidade das operadoras. Em um ambiente cada vez mais monitorado, dados corretos não são apenas números enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). […]

Ralph Rangel
12.02.2026
O Homo Instagramabilis: O crepúsculo da inteligência

Houve um tempo em que o ser humano era definido pela sua capacidade de busca: a busca pelo abrigo, pelo fogo, pela forma de armazenar o alimento, pela verdade, pelo conhecimento profundo, enfim, éramos buscadores. Hoje, essa trajetória evolutiva parece ter sofrido um curto-circuito. Estamos testemunhando a ascensão de um novo tipo de pária social: […]

Luciana Brites
11.02.2026
Por que as crianças estão perdendo habilidades motoras na era digital?

O aumento do uso de tablets e celulares reduz o tempo de brincadeiras físicas, prejudicando o desenvolvimento motor e cognitivo. Por este motivo, temos notado que muitas crianças estão perdendo habilidades motoras. As atividades para coordenação motora são essenciais para desenvolver a integração de movimentos e a precisão no controle muscular. A coordenação motora global […]

Mardonio Pereira da Silva
10.02.2026
Quando o ódio invade a sala de aula: violência, feminicídio e a negação do Direito em um Estado Democrático

A morte brutal da Professora de Direito e policial civil, Juliana Santiago, assassinada dentro da sala de aula por um aluno do 5º período, não é apenas um crime hediondo: é um ataque frontal ao Estado Democrático de Direito. A barbárie ocorrida no ambiente universitário rompe todas as fronteiras do aceitável e impõe uma reflexão […]