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O combate a alguns tipos de cânceres depende de nós mesmos

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08.04.2021 - 12:24:46
 
O Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado em 8 de abril, foi criado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) para marcar o combate à doença, que a cada ano atinge milhares de pessoas. No Brasil, apenas em 2020, foram estimados mais de 620 mil novos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Nos homens, a neoplasia maligna mais comum é o câncer de próstata, sendo responsável por 29,2% dos casos. Já nas mulheres, o câncer mais incidente é o de mama, correspondendo a 29,7% dos casos.
 
Segundo a European Society for Medical Oncology (ESMO), entre 30 e 50% de todos os casos de câncer são preveníveis! Por isso, saber mais sobre prevenção do câncer, fatores de risco e detecção precoce é essencial para reduzir a probabilidade de desenvolver a doença. Ainda de acordo com a Sociedade Européia de Oncologia Clínica, são esperados quase 30 milhões de casos de câncer mundo, até 2040, o que significa um aumento de 66,7% – se comparado a 2018. Portanto, não se pode concentrar esforços apenas em tratamentos de câncer, mas também em sua prevenção e o papel dos oncologistas nesse campo.
 
Esses números demonstram a importância de divulgar hábitos e mudanças de estilo de vida que ajudam na prevenção da doença. E, para isso, datas comemorativas como essas são fundamentais, pois podemos divulgar informações para um número maior de pessoas. Pensando nisso, dez medidas extremamente importantes nos ajudam a diminuir o risco de desenvolver câncer. A principal é não fumar, pois o tabagismo está associado a mais de 11 tipos de câncer, sendo eles, o de bexiga, de pâncreas, de fígado, de colo do útero, de esôfago, de rim e ureter; de laringe (cordas vocais), de cavidade oral (boca), de faringe (pescoço, de estômago, de cólon e reto, além de câncer de traquéia, brônquios e pulmão. Um hábito muito prejudicial para fazer parte das nossas vidas, não é mesmo?! Lembrando que nunca é tarde para parar. Existe benefício em parar a qualquer momento da vida.
 
Outra medida vantajosa para a nossa saúde é praticar atividade física e manter o peso saudável, pois a obesidade está relacionada a cânceres como de mama, próstata e rim. Como consequência, dispor de uma dieta rica em frutas e verduras – e pobre em gorduras saturadas – ajuda a reduzir chances de desenvolvermos câncer do trato gastrointestinal, principalmente colorretal. A ingesta de álcool também está associada à câncer de cavidade oral, esôfago e mama, por isso, precisa ser limitada.
 
Usar preservativo durante as relações sexuais e passar protetor solar nas áreas do corpo expostas ao sol também são medidas que evitam o aparecimento de câncer, principalmente porque atuam como barreira para infecções virais – como HIV, HPV e Hepatites B e C – e câncer melanoma. A utilização de anabolizantes também aumenta o risco de neoplasias, em especial no fígado. Em contrapartida, o uso de materiais esterilizados ou descartáveis quando realizar manicure ou tatuagens, reduz esse tipo de neoplasia, por evitar a transmissão de Hepatites B e C.
 
Por fim, e não menos importante, manter o cartão de vacinas em dia é uma iniciativa extremamente importante para lutarmos contra o aparecimento de novos casos de câncer. O vírus HPV está relacionado com a maioria dos casos de câncer de colo de útero, além de parte dos casos de câncer de canal anal e cabeça e pescoço – e a Ciência já desenvolveu uma vacina contra esse agente. A vacinação de colo de útero tem potencial de erradicar o câncer de colo de útero nas próximas gerações, o que seria uma grande vitória para a população humana. A imunização contra o vírus HPV está indicada para pessoas de até 46 anos. No calendário vacinal, ela está presente para meninos de 11 a 14 anos e em meninas 9 a 14 anos. Além disso, com indicação para todas as faixas etárias, também é possível se vacinar contra o vírus da Hepatite B, um dos responsáveis pelo câncer de fígado. Essa vacina, de preferência, deve ser aplicada entre as primeiras 12 e 24 horas, após o nascimento.
 
*Wanessa Apolinário Martins é cancerologia clínica
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por Wanessa Apolinário Martins

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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