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Nunca o turismo foi tão proativamente discutido – só precisa contextualizar

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04.07.2020 - 11:22:15
 
A pandemia da covid-19 não apenas dizimou o ano de 2020 promovendo a maior imobilidade do setor economicamente produtivo, como condenou os eventos presenciais mais importantes, especialmente para o turismo. O prejuízo é incomparável. O pior é que a possiblidade da primeira vacina preventiva contra esse vírus tem previsibilidade para dezembro, sem ainda se ter constatados medicamentos eficazes contra esse mal epidêmico. Transmitido primeiramente à classe mais abastada, viajando de avião, hoje infesta de forma avassaladora a periferia das cidades de todo o mundo.
 
A dengue mata tanto quanto o coronavírus. Contra ela também ainda não há vacinas. Porém descobriu-se que sua transmissão pelo mosquito Aedes aegypti pode ser evitada com medidas sanitárias preventivas à sua proliferação em águas paradas. O mais grave é que o Brasil sequer tem uma política nacional de combate à peste momentânea. Aliás, nem Ministro da Saúde, tem.
 
A grande verdade é que este ano foi para o espaço literalmente. Toda vez que se tenta retornar à atividade de sobrevivência das pessoas, as curvasA pandemia do covid-19 não apenas dizimou o ano de 2020 promovendo a maior imobilidade do setor economicamente produtivo, como condenou os eventos presenciais mais importantes, especialmente para o turismo. O prejuízo é incomparável. O pior é que a possiblidade da primeira vacina preventiva contra esse vírus tem previsibilidade para dezembro, sem ainda se ter constatados medicamentos eficazes contra esse mal epidêmico. Transmitido primeiramente à classe mais abastada, viajando de avião, hoje infesta de forma avassaladora a periferia das cidades de todo o mundo.
 

A dengue mata tanto quanto o coronavírus. Contra ela também ainda não há vacinas. Porém descobriu-se que sua transmissão pelo mosquito Aedes aegypti pode ser evitada com medidas sanitárias preventivas à sua proliferação em águas paradas. O mais grave é que o Brasil sequer tem uma política nacional de combate à peste momentânea. Aliás, nem Ministro da Saúde, tem.
A grande verdade é que este ano foi para o espaço literalmente. Toda vez que se tenta retornar à atividade de sobrevivência das pessoas, as curvas da epidemia sobem assustadoramente. O remédio mais eficaz é o isolamento individual, já que o social sempre existiu. Até quando vai durar? É uma pergunta emblemática que todos fazem. Tomara que termine este ano. Será bem mais fácil lidar com a recessão econômica no ano que vem que com essa pandemia.

Dentre todas as desgraças há algo positivo. As cabeças pensantes recolhidas em suas casas, se comunicando por telefone e vídeo conferências, lives e as múltiplas opções da internet, passam a ser mais criativas com belas ideias aflorantes à frente do nada ter que fazer.

O turismo, por exemplo, nunca foi tão proativamente discutido. Medidas do Ministério do Turismo, Embratur, entidades do trade, têm promovido excelentes debates proativos em favor da atividade, com fórmulas, atitudes e indicações que reforçam a densidade econômica do setor, através de exemplos a projetos que dão uma excelente perspectiva pós epidemia.

Faz-nos crer em uma nova consciência, com tecnologia e ações adequadas. Especialmente para a consolidação do turismo doméstico como grande estimulador da economia brasileira, promovendo maior equilíbrio entre as viagens internacionais e as domésticas. Será a predominância das viagens de curta distância, como recomendado pela OMT, dentro de nosso descomunal território de belezas mil.

O Exterior buscado pelos aficionados viajantes patrícios terá uma visão mais centrada no continente sul-americano, até então vítima de preconceito dos brasileiros, que preferem a Europa e Estados Unidos.

Por aqui se viaja por terra entre os 12 países de nossa América, com atrações e paisagens tão lindas quanto nos outros continentes. Afinal somos um só planeta, a Terra.
 
Abav Expo, só em 2021
O que nos incomoda é a dificuldade de realização dos grandes feiras do turismo nacional, como o da ABAV-2020. A presidente da Abav Nacional, Magda Nassar, revelou que a entidade decidiu não fazer a Abav Expo, maior evento turístico das Américas, este ano, previsto para acontecer entre 23 e 25 de setembro, e adiar o evento para uma data similar em 2021. 

Segundo ela, a decisão se deu em razão dos efeitos da pandemia de covid-19 no turismo, impedindo que o encontro alcance seu sucesso e objetivo como no ano passado, quando reuniu mais de 32 mil pessoas.
 
Festuris, a mais expressiva exposição turística do Mercosul, que todos anos acontece em Gramado, RS, juntamente com o Natal Luz, também este ano está sob ameaça, mas se reinventando.

Em bela matéria repercutida na mídia, sua promotora Marta Rossi salientou que “mesmo com as dificuldades que sempre tivemos para empreender no Brasil, não víamos um obstáculo tão grande há muito, muito tempo. Estávamos acostumados a lutar todos os dias, mas ainda sentíamos o conforto de alguma sensação de controle ou de previsibilidade. Só que de repente um inimigo invisível surge e desconstrói o que levamos uma vida para construir. Nos desestrutura a tal ponto que nos sentimos perdidos num mar de dúvidas e incertezas do dito ‘novo normal’ – sobre o qual tanto se fala, mas de fato ainda pouco se sabe. E com isso veio um sentimento até então esquecido por muitos: de isolamento, solidão e vazio. Empresas em silêncio, cidades em silêncio… medo, ansiedade, insegurança. Sem sair do lugar, parece que chegamos a um destino desconhecido.

Então, como numa viagem no tempo, nossas memórias voltaram ao que ouvimos nas histórias do final do Século XIX, e temos a possibilidade de buscar na força de nossas raízes o combustível para recomeçar.

O Brasil é um país exemplo de força e coragem. Em todas as regiões encontramos a riqueza das memórias e das histórias de luta, de força e de coragem da nossa gente. Embora cada uma tenha seus marcos e paradigmas distintos, somos uma nação forte e que resiste, e devemos resgatar esses valores para, a exemplo de nossos antepassados, recuperar a economia, as empresas e os empregos. E não nos conformarmos com as dificuldades, mas lutamos para construir oportunidades.

Sempre tivemos em nossa essência, o valor colaborativo e a determinação para construir. Decidimos então que deveríamos antecipar etapas para contribuir neste novo momento na recuperação do turismo e dos eventos fazendo algo que sempre foi nossa missão – aproximar pessoas, empresas e destinos.

Unir e colaborar para que, juntos, possamos fazer um novo começo. Entre as iniciativas planejadas neste período está a criação do Festuris Connection, que busca na tradição da hospitalidade e do bem receber do povo brasileiro a oportunidade da troca e da colaboração entre importantes referências do turismo e dos eventos de nosso país e de nações amigas, para debater a reconstrução dos destinos turísticos.

O Festuris Connection já nasce com uma importante missão: ser o farol para a reinvenção de profissionais, empresas e destinos. Para recuperar o nosso Brasil, nada melhor do que realizar conexões com países que enfrentam ou enfrentaram o mesmo.

O intercâmbio de ideias com Portugal, Uruguai e Estados Unidos aproxima e fortalece a relação entre as nações. Cria laços valiosos e auxilia o turismo brasileiro na adoção de práticas que deram certo no exterior.

Para traçar caminhos é preciso provocar conexões com quem está um passo à frente de nós. Se o mundo mudou, nós queremos fazer desta mudança algo positivo.

O conteúdo de qualidade leva à sabedoria, que por sua vez derruba qualquer barreira. Tudo isso vai passar e o turismo dará a volta por cima. A nossa satisfação está em fazer parte disso e saber que contribuímos para a construção de um novo momento”.
 
*José Osório Naves é jornalista especializado e Consultor Sênior em turismo

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por José Osório Naves

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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