A Redação
Goiânia – Desdobramento da Operação Straw Man, deflagrada na última terça-feira (26/8) pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) e que desarticulou um esquema milionário de sonegação fiscal que utilizava negócios de fachada, conhecidas como noteiras, para emitir notas fiscais fraudulentas e ocultar o recolhimento de tributos, nove empresas foram bloqueadas pela Justiça nesta sexta-feira (29/8).
Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), a mesma decisão judicial converteu em preventivas as prisões do empresário, do técnico em contabilidade e do “laranja” detidos durante as investigações. Os três permanecem custodiados. As empresas teriam movimentado cerca de R$ 250 milhões nos últimos cinco anos.
Relembre
Uma das empresas registradas em nome de um trabalhador rural acumula débito de R$ 17 milhões já inscritos em dívida ativa. No total, ele figura como sócio em outras oito companhias. “Identificamos faturamento de R$ 250 milhões em cinco anos, com dívidas já inscritas de R$ 17 milhões. Com o avanço das apurações, esse valor pode chegar a R$ 40 milhões em impostos e multas”, detalhou o supervisor da Delegacia Regional de Fiscalização de Goiânia, o auditor fiscal Wagner Machado.