A Redação
Goiânia - A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou nesta semana uma força-tarefa para vistorias compulsórias em imóveis fechados ou abandonados, com o objetivo de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. A ação, que conta com a participação de auditores da Vigilância Sanitária, agentes de combate a endemias, guardas civis e chaveiros, começou pela Região Noroeste, que tem maior incidência de casos.
Nos dois primeiros dias de operação, 38 imóveis foram vistoriados e 32 focos de dengue foram encontrados em oito deles. “As vistorias compulsórias são medidas necessárias diante do risco que esses imóveis, que permanecem por muito tempo fechados ou abandonados, representam para a comunidade. É uma questão de saúde pública e segurança coletiva”, afirma o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
A força-tarefa terá duração de 90 dias e deve alcançar 1.700 imóveis em todas as regiões da capital. Segundo o coordenador de Fiscalização da Vigilância em Zoonoses, Jadson Moreira, as equipes contam com o apoio de chaveiros para acessar os imóveis de forma cuidadosa, preservando a integridade do local e suas condições originais de segurança.
A iniciativa é respaldada pela Lei 13.301/2016, que autoriza a entrada de agentes de saúde em imóveis públicos ou particulares nas situações de abandono, ausência de moradores ou recusa de acesso, desde que a ação seja essencial para a contenção de epidemias.
Dengue
Goiânia já registrou 8.402 casos confirmados de dengue e dois óbitos nas primeiras 13 semanas deste ano. A Região Noroeste lidera em número de casos, com uma incidência de 1.003 registros a cada 100 mil habitantes. “Por isso intensificamos o combate ao mosquito nessa região, mas reforçamos a importância da colaboração de toda a população, mantendo os quintais limpos e os reservatórios de água devidamente tampados”, completa Pellizzer.