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Eleições 2026

Bastidores revelam estratégias para indicação do vice de Daniel Vilela

4 nomes são ventilados com mais força | 24.03.25 - 09:41 Bastidores revelam estratégias para indicação do vice de Daniel Vilela Daniel Vilela (Foto: divulgação)Samuel Straioto

Goiânia - A sucessão estadual em Goiás para 2026 já movimenta os bastidores políticos, com a definição do vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) sendo um dos principais focos de articulação. A decisão, que deve ocorrer só no próximo ano, envolve cálculos políticos, representatividade regional e a necessidade de unir aliados.

Enquanto o atual vice-governador se prepara para assumir o Palácio das Esmeraldas, diante da possível candidatura de Ronaldo Caiado (União Brasil) à Presidência da República, a escolha de um nome forte para a vice-governadoria é vista como crucial para fortalecer a base governista. Entre os cotados estão Bruno Peixoto (União Brasil), José Mário Schreiner (MDB), Adriano da Rocha Lima, secretário-geral da governadoria, e Pedro Sales, presidente da Goinfra.


Bruno Peixoto,  José Mário Schreiner, Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales (Fotos: divulgação)

Entre os nomes destacados, enquanto Bruno Peixoto tem influência no Legislativo, José Mário atrai o apoio do agronegócio. Já Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales surgem como nomes de confiança do governador, com experiência administrativa e alinhamento político. A escolha do vice, no entanto, ainda pode trazer surpresas, entre elas a inclusão de um nome do Entorno do Distrito Federal sendo uma possibilidade.

Pró e contra
A definição do vice na chapa de Daniel Vilela é um dos temas mais discutidos nos bastidores políticos de Goiás. Com a possível ida de Ronaldo Caiado à disputa presidencial em 2026, o atual vice-governador deve assumir o comando do estado, e a escolha de seu vice será estratégica para garantir governabilidade e ampliar a base eleitoral.

Bruno Peixoto, atual presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), é um dos nomes mais fortes na corrida pela vaga de vice. Peixoto consolidou sua liderança entre os parlamentares da base governista. Além disso, sua proximidade com prefeitos do interior é vista como um trunfo eleitoral.

No entanto, sua possível candidatura a vice pode gerar resistência dentro do União Brasil. Peixoto já demonstrou interesse em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, e uma mudança de planos poderia enfraquecê-lo politicamente.

“Se Bruno decidir ser vice, ele terá que abrir mão de uma candidatura quase certa a deputado federal. Isso pode gerar atritos dentro do partido”, explicou um deputado estadual da base governista, em off.

José Mário Schreiner, ex-deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), é outro nome forte na disputa. Com uma trajetória consolidada no agronegócio, Schreiner tem o potencial de atrair o apoio de um dos setores mais influentes da economia goiana. Sua experiência política e sua liderança na FAEG são pontos que pesam a seu favor.

No entanto, há dúvidas sobre sua capacidade de ampliar a base eleitoral da chapa. “O agro é poderoso, mas não decide sozinho uma eleição. É preciso conquistar prefeitos e eleitores urbanos”, ponderou um aliado do governo. Além disso, sua permanência no MDB poderia fortalecer uma chapa “pura”, com ambos os candidatos do mesmo partido, o que é não é visto com bons olhos por parte da base aliada.

Além de Peixoto e Schreiner, dois nomes próximos de Ronaldo Caiado também surgem como possíveis candidatos a vice: Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales. Ambos têm trajetórias marcadas pela atuação em cargos administrativos e pelo alinhamento político com o governador.

Adriano da Rocha Lima, atual secretário de Estado, é visto como um nome técnico e de confiança, com experiência em gestão pública. Sua indicação poderia reforçar a imagem de continuidade administrativa, além de agradar setores da base aliada que valorizam a expertise em administração.

Já Pedro Sales, presidente da Goinfra, tem uma trajetória de liderança em infraestrutura e logística, setores estratégicos para o desenvolvimento do estado. Sua nomeação poderia atrair investimentos e fortalecer a imagem de modernização da gestão. Uma avaliação interna é que Sales é jovem, assim como Daniel Vilela, o que levaria a uma chapa de bastante oxigenação e fôlego.

No entanto, a escolha de um desses nomes pode gerar atritos internos, especialmente se outros grupos se sentirem preteridos. “Adriano e Pedro são nomes fortes, mas a decisão precisa ser muito bem calculada para não criar divisões”, afirmou outro deputado estadual da base governista consultado pela reportagem.

Entorno do DF
Outro fator que pesa na decisão é a representatividade regional. Há quem defenda a inclusão de um nome do Entorno do Distrito Federal, região onde Caiado precisa ampliar sua base eleitoral. Nomes como Wilde Cambão, ex-líder do governo na Alego, e Carlinhos do Mangão, prefeito de Novo Gama, são mencionados como possíveis trunfos para conquistar eleitores na área, mas com possibilidades mais remotas.

“O Entorno é uma região estratégica, e um vice com penetração política lá pode fazer a diferença”, explicou outro deputado aliado do governo. No entanto, a aceitação desses nomes dentro da estrutura da base governista ainda é incerta, e a escolha de um candidato da região pode depender de negociações mais amplas.

O risco de uma candidatura avulsa ao Senado
A escolha do vice de Daniel Vilela não é apenas uma questão de fortalecer a chapa, mas também de evitar rachas internos. Caso um dos nomes cotados seja preterido, há a possibilidade de que ele busque uma candidatura avulsa ao Senado, seguindo o exemplo do presidente do Detran, Delegado Waldir, que em 2022 concorreu sem o total apoio da base governista e que para muitos acabou dando fôlego aos oposicionistas.

“Se um nome forte for deixado de lado, ele pode decidir ir por conta própria ao Senado. Isso já aconteceu antes e pode se repetir”, alertou um deputado estadual, em off. Essa possibilidade preocupa os articuladores políticos, que temem uma divisão de votos e o enfraquecimento da base governista.

Enquanto os nomes são avaliados, uma coisa é certa: a escolha do vice de Daniel Vilela terá impacto direto no cenário político goiano nos próximos anos. Seja Bruno Peixoto, José Mário Schreiner, Adriano da Rocha Lima, Pedro Sales ou um nome surpresa, o escolhido precisará unir forças para garantir a continuidade do projeto governista em 2026.

A escolha do vice precisa evitar conflitos internos que possam fortalecer a oposição. "Qualquer decisão precipitada pode criar divisões na base aliada. O ideal é buscar um nome de consenso que não desagrade nenhum dos grupos políticos", alertou um dos deputados da base do governo ouvidos pela reportagem.

Outros nomes
Enquanto a disputa pela vaga de vice na chapa de Daniel Vilela segue acirrada, novos nomes começam a surgir nos bastidores como alternativas estratégicas. Além dos quatro principais cotados - Bruno Peixoto, José Mário Schreiner, Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales - outras possibilidades estão sendo consideradas, conforme revelado por deputados consultados em off pela reportagem.

Gustavo Mendanha, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, aparece como um nome versátil na equação sucessória. Com bons relacionamentos tanto com Daniel Vilela quanto com o governador Ronaldo Caiado, Mendanha é cotado tanto para a vaga de vice-governador quanto para uma candidatura ao Senado, configurando-se como uma peça importante no tabuleiro político.

Outro nome que ganha força é o do ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale. Filiado ao União Brasil, partido do governador Caiado, Paulo traz consigo a experiência de gestão municipal e o trunfo de ter seu filho, Lucas do Vale, filiado ao MDB - o que poderia facilitar a ponte entre os dois partidos na composição da chapa.

Os nomes refletem a busca por equilíbrio regional e partidário, com o MDB e União Brasil tentando garantir espaço.  A expectativa é que a definição do vice ocorra apenas em 2026, após uma série de reuniões entre líderes políticos e partidos aliados. Até lá, os bastidores seguirão fervilhando, com articulações e negociações que ajudarão na definição do futuro político de Goiás. 

 


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