Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Convidado pela Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o escritor e pesquisador Nilson Jaime, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, fará palestra nesta quarta-feira, dia 1º, às 15h, na CEPHAS/IHGB, à av. Augusto Severo, 8 – 12º andar, Glória, no Rio de Janeiro, sobre “O bandeirantismo paulista e a colonização mameluca de Goiás”.
Em seu pronunciamento, ele vai frisar que o fato dessa colonização ser “mameluca” (descendentes de indígenas e europeus) não apaga o histórico de violência e o grande impacto dos paulistas (bandeirantes) sobre os povos originários. “É preciso não negar, ao contrário, afirmar, que o processo colonizatório foi violento e subjugador”. “Semelhantemente, a mistura étnica não ab-roga a tirania do patriarcalismo minerador e, depois, agrário, sobre as populações afrodiaspóricas em Goiás”, afirmou.
Escritor e pesquisador
Nilson Jaime construiu uma carreira multidisciplinar: engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Goiás, por onde se tornou doutor em Agronomia com especialização em mirmecologia – área dedicada ao estudo das formigas –, também atuou como professor de Matemática e Física antes de ingressar definitivamente na produção literária e historiográfica.
Depois de se aposentar da carreira de agrônomo, em 2015, passou a dedicar-se integralmente à pesquisa histórica. Entre suas principais obras está “Família Jayme — Genealogia e História”, publicação com cerca de 1.200 páginas que reúne décadas de pesquisas genealógicas. Também é autor de “Frederico Jayme Filho: 50 anos de vida pública”.
No momento, coordena editorialmente a coleção “Goiás +300”, projeto do IHGG com o Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado, que prevê o lançamento de 18 volumes dedicados à história do Estado; seis livros já foram publicados e outros estão em fase de conclusão. Entre os projetos em andamento está a produção do livro comemorativo dos 50 anos do “Jornal Opção”, obra que resgata a trajetória do veículo desde sua fundação, em 1975.
