Lucas Cássio
Goiânia – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na manhã desta sexta-feira (11/12) que “nenhum Estado da federação será tratado de forma diferente, nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros brasileiros” em relação à vacina contra a covid-19. “Isso é um compromisso meu e do governo”, garantiu durante inauguração oficial do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia.
Segundo o ministro, a previsão para compra de vacinas por meio do Ministério da Saúde está diretamente ligada aos registros e autorizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Cobrarei pessoalmente a Anvisa para que seja célere dentro de toda responsabilidade e segurança”, disse.
“Não há no mundo, até hoje, nenhuma vacina registrada. O que estamos vendo na Inglaterra é a autorização emergencial de uso para grupos restritos e com assinatura de responsabilidade individual de forma muito grave, muito controlada”, explicou. Porém, Pazuello considera que essa não seja a solução definitiva. “Não vamos passar responsabilidade a quem vai receber a vacina. A responsabilidade é das autoridades que estarão oferecendo a vacina, de forma gratuita e voluntária”, acrescentou.
O ministro avaliou ainda que Goiânia e Goiás têm sido exemplo na resposta de combate à covid-19. Ele defendeu o Sistema Único de Saúde e ressaltou a importância da Maternidade Municipal Célia Câmara tem sido usada, antes da inauguração, como unidade de tratamento da covid-19. “Ter sido usado como um hospital focado na covid traz um “Q” a mais para essa instalação”, disse.
“Hoje você observa a grandeza de uma maternidade do SUS no padrão de excelência que a gente espera do Sistema Único de Saúde. Não nos falta recurso, falta gestão. Temos que aplicar melhor nossos recursos, temos que otimizar nossos contratos para podermos chegar no padrão que Goiânia está presenteando a população com essa maternidade”, completou.
Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara
O Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara chegou a funcionar exclusivamente como unidade de saúde referência para tratamento da covid-19. Agora, a unidade abre as portas para prestar assistência à saúde da mulher e da criança. Segundo a Prefeitura de Goiânia, de imediato, o espaço já estará apto a receber gestantes, puérperas e mulheres encaminhadas pela Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS).
(Foto: divulgação / prefeitura de Goiânia)
Segundo o prefeito Iris Rezende, a entrega da obra dará mais “dignidade à mãe pobre”. “Ela vai dar luz ao seu filho em um ambiente igual ou melhor onde nascem as crianças dos ricos nos hospitais particulares em Goiânia”, afirmou.
Com um total de 15 mil metros quadrados de área construída e 176 leitos, a unidade tem capacidade para realizar de 800 a mil partos por mês, segundo a prefeitura. Neste primeiro momento, a ala materno-infantil terá 68 leitos. A unidade oferecerá também exames de imagem como ultrassom e tomografia e consultas multiprofissionais para pacientes que forem encaminhadas pela Regulação da SMS.
“Com a conclusão dessa obra foi possível fazer a reorganização do acesso para assistência materna e neonatal reorganizar e regionalizar o fluxo de tal forma que cada gestante já em sua primeira consulta pré-natal fica vinculada à instituição onde ocorrerá o parto. E assim, passará a ver uma harmonia maior no fluxo da rede de assistência à gestante em todo o seu percurso para dar segurança e harmonizar o atendimento”, disse Fátima Mrué, secretária municipal de Saúde.
Ainda de acordo com informações da prefeitura, o espaço destinado a pacientes não-gestantes Covid-19 será mantido com 50 leitos de UTI e 42 de enfermaria.