Théo Mariano
Goiânia – O prefeito de Anápolis, Roberto Naves, realizou nesta segunda-feira (3/2) uma coletiva de imprensa para explicar a possibilidade da vinda dos brasileiros de Wuhan, na China, para a Base Aérea da cidade. Os repatriados seriam colocados em quarentena no local.
Naves afirma que a Prefeitura não possui qualquer participação ou autonomia na determinação e ressaltou: "Se a decisão do presidente for a cidade de Anápolis, nós vamos entender e aceitar". O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi quem levantou a possibilidade de Anápolis abrigar os repatriados.
Roberto Naves comentou que nesta terça-feira (4) vai a Brasília, com o governador Ronaldo Caiado, para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o prefeito, a Base Aérea foi cogitada como uma das possibilidades por possuir pista ideal para o pouso da aeronave que vai trazer os brasileiros da China, por ser área militar e pela proximidade com o Hospital de Base de Brasília.
"Essas pessoas não vão transitar pela cidade e não vão utilizar o Sistema Único de Saúde da cidade", disse Naves. "Não teremos pacientes aqui. Teremos pessoas que não apresentam sintomas, mas como o período de incubação do vírus [coronavírus] é de 2 a 14 dias, será necessário que elas fiquem em quarentena por 15 dias", explicou.
Segundo o prefeito, se houver a necessidade de internação de alguma pessoa que estiver em quarentena, o paciente será levado até Brasília. "A população anapolina pode ficar tranquila", garantiu. "Temos que entender que aqueles que estão na China são brasileiros que querem sair daquela condição. São brasileiros que não estão doentes e não apresentam sintomas. Eu acho que a decisão de trazer essas pessoas é correta", avaliou Naves.
O prefeito reiterou durante a coletiva que a decisão ainda não existe, apenas a possibilidade de que Anápolis seja a cidade escolhida. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 14 casos suspeitos do novo coronavírus.
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