Lucas Cássio
Goiânia – O nome para a segunda vaga na disputa para o Senado Federal pela base aliada do governador José Eliton ainda é incerto. Os candidatos mais fortes para essa definição são o da atual senadora Lúcia Vânia (PSB) e do ex-senador Demóstenes Torres (PTB), que representam partidos fortes no Estado por terem nomes de peso em sua formação.
Recentemente foi divulgado que a senadora do PSB não iria mais participar de eventos do governo estadual com a presença de Demóstenes. Lúcia Vânia explicou que está sendo “provocada a uma disputa”.
“Eu não vou ficar disputando vaga para chapa majoritária. Enquanto a base aliada não resolver esse imbróglio, eu disse que não participaria dessa disputa”, disse em entrevista durante encontro de lideranças do PSB em Goiânia na manhã desta quarta-feira (4/7), em um hotel da capital.
“Eu conheço bem os métodos que o Demóstenes utiliza para disputa e eu não entro nesse jogo”, acrescentou a senadora.
Aberta para discussões sobre sua candidatura apenas para o Senado, Lúcia Vânia afirmou que só irá para a disputa deste ano caso tenha um consenso em relação ao seu nome. “Eu sempre disse que não disputaria espaço em chapa nenhuma. Se por ventura entenderem que meu nome acrescenta alguma coisa na base, eu estarei disponível. Caso o contrário eu não vou disputar”, disse.
Segundo a senadora, não existe hoje condições igualitárias para entrar em uma disputa com o procurador de Justiça Demóstenes Torres. “Se houvesse alguma igualdade de posição, uma disputa seria natural, mas não existe essa igualdade. Eu trabalhei oito anos para o Estado. Ele ficou oitos anos licenciado. É muito complicado estabelecer critérios dentro de uma situação que é inusitada”, alegou.
“Minha pretensão não é pessoal. Eu não tenho que reescrever minha história, não tenho que corrigir desacertos, não tenho que prestar contas de nada que tenha feito que não fosse trabalhar em favor de Goiás”, finalizou.