Adriana Marinelli
Goiânia –
O ex-governador Marconi Perillo foi ouvido, nesta sexta-feira (20/4), na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara que investiga irregularidades na Saúde em Goiânia. Secretário de Saúde do Estado, Leonardo Vilela, também participou. Ambos foram convidados pelo vereador Paulo Daher (DEM), por meio de requerimento aprovado por unanimidade na comissão.
Durante sua participação, Marconi voltou a defender as Organizações Sociais na Saúde e, diante dos problemas enfrentados na regulação no município, apresentou uma proposta. "A prefeitura hoje é quem cuida da regulação. Acho que a CEI deveria discutir esse assunto a fundo. Passa para o Estado. Nosso grupo assume. Nós assumimos”, disse.
Marconi rebateu fala de Paulo Daher, que questionou valores investidos na Saúde. "Número de hospitais estaduais cresceu de sete para 24, além de o Estado ter assumido hospitais municipais que não ofereciam bom atendimento à população", afirmou. "Houve um aumento de 146% no número de internações e 98% nos leitos de UTI. Estão em implantação, neste momento, 1152 novos leitos, que devem entrar em operação ainda em 2018, gerando 290 mil novos atendimentos”, completou o ex-governador.
O secretário Leonardo Vilela criticou a postura da Prefeitura de Goiânia por justificar as dificuldades da Saúde no município com o atendimento prestado a pacientes do interior. De acordo com ele, "todos os municípios têm mais inscritos no SUS que o número de habitantes". Ele destacou, ainda, que R$ 120 milhões são enviados anualmente a Goiânia para custear os atendimentos dos pacientes encaminhados.
Leonardo Vilela afirmou que a Constituição exige 12% de investimentos do Estado na Saúde, o que inclui manutenção dos serviços já existentes, e destacou que todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas, o que não ocorreria caso o governo não fizesse os investimentos. (Com informações da Câmara de Goiânia)