A reportagem do Estadão participou de um tour pelo museu para conhecer parte das exposições. Por lá, encontrou uma série de instalações com foco em acessibilidade e em experiências sensoriais, uma das novas marcas do museu. Além de obras já consagradas, como o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, e uma maquete de cinco metros de largura do próprio edifício. A obra foi feita nos anos 1880 por uma equipe liderada pelo arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi.
“É um museu de história com acervos importantes sobre a Independência. Mas não só sobre a Independência, é um museu que trata da sociedade brasileira, da sociedade de São Paulo, do mundo do trabalho e das famílias”, explica Amâncio Jorge de Oliveira, vice-diretor do Museu do Ipiranga.
Ele ressalta que, ao todo, serão expostos ao público cerca de 3,5 mil itens pertencentes ao acervo do museu. Nos dias 6 e 7, a visitação será para um público restrito, mas a partir do dia 8 o espaço será aberto para o público geral. “O museu dobrou de tamanho e vai acolher não mais 300 mil pessoas por ano, mas agora 900 mil pessoas por ano.”
O novo espaço expositivo abrange todas as áreas do edifício, incluindo espaços antes sem acesso ao público, e outros que não existiam. As salas expositivas saltaram de 12, quando o espaço foi fechado há nove anos, para 49, nesta nova fase do Museu do Ipiranga.
Entre as principais novidades, estão a presença de 70 peças audiovisuais, salas imersivas, espaços interativos e acessibilidade. São cerca de 333 recursos multissensoriais disponíveis para todos os públicos, como telas táteis, maquetes e réplicas ampliadas de diversos itens do acervo.
Conheça as novas exposições do Museu do Ipiranga
As exposições serão divididas em dois eixos: o primeiro é o ‘Para Entender a Sociedade’, que apresenta pesquisas desenvolvidas pelo corpo docente do Museu e, conforme a curadoria, dizem respeito a processos sociais ligados aos imaginários que alimentam histórias do Brasil, ao universo do trabalho e à constituição dos espaços domésticos como lugares de formação de identidades (as exposições desse eixo vão de 1 a 6).
O segundo eixo é o ‘Para Entender o Museu’, que trata de informações sobre a história do edifício, da instituição e de seu ciclo curatorial. Além de uma exposição introdutória sobre esses temas, o eixo conta com mais quatro exposições, que exibirão as maiores coleções do Museu – medalhas, moedas, imagens fotográficas e pinturas e objetos do cotidiano como brinquedos e louças nacionais e estrangeiras (as exposições desse eixo vão de 7 a 11). (Agência Estado)