Mulher, do latim muliere, mas no dia a dia ela é a senhora, a pessoa, a dona, a dama, a moça, a menina, a jovem, a garota, a cidadã. Tantas em uma. Nunca menos. Sempre mulher. Conhecida pela amabilidade de pensar no outro é por muitas vezes diminuída para encaixar em um padrão injusto, pois dar vida ao outro parece ter sido impresso em seu DNA.
Porém, ser mulher nem sempre é “matar no peito”, nem sempre é provar o seu valor, nem sempre é saber cozinhar bem, nem sempre é ser uma exímia dona de casa, nem sempre é ser mãe e pai. A idealização da mulher, muitas vezes usada como pretexto para exaltar a figura feminina, acaba criando grande pressão e ditando a forma como a mulher deve ser e o que deve suportar.
Em 1908, 15 mil mulheres saíram às ruas de Nova York exigindo redução das jornadas de trabalho, um entre tantos outros movimentos em busca de direitos foram feitos ao decorrer da história. Os espaços conquistados pelas mulheres na sociedade, abriram novos horizontes e trouxeram benefícios, porém a administração dessas conquistas tem sido feita de forma injusta.
*Mariana Brandão é jornalista, produtora cênica e escritora.