A Redação
Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Senador Canedo, ofereceu duas denúncias, já recebidas pela Justiça, contra o médico ginecologista Marcelo Arantes e Silva, por crimes de estupro de vulnerável, praticados contra 15 pacientes mulheres, entre 2017 e 2026.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), à frente do caso, os crimes teriam ocorrido durante consultas e exames de rotina. As vítimas têm entre 25 e 45 anos e acusam Marcelo de praticar toques físicos indesejados e fazer perguntas inapropriadas ao longo dos atendimentos.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. Disse ainda que todas as denúncias recebidas pelo conselho são apuradas em total sigilo e que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.
Busca e apreensão em consultório
Dentro da atuação nos autos, a 5ª PJ de Senador Canedo realizou, nesta quarta-feira (6/5), busca e apreensão dos prontuários médicos das pacientes, na sede da clínica médica onde os fatos teriam ocorrido na cidade, já que, no curso do inquérito policial, os documentos haviam sido requisitados pela PCGO e não foram remetidos a tempo.
O réu está preso preventivamente e os processos agora estão em prazo para resposta à acusação. Em seguida, serão realizadas as audiências de instrução e julgamento. Os autos tramitam em segredo de justiça.
As penas dos crimes podem ultrapassar 200 anos de reclusão. O MP pediu ainda a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais sofridos pelas 15 vítimas.
Os casos envolvendo pacientes do médico atendidas em Goiânia são acompanhados pela 27ª Promotoria de Justiça, que não recebeu ainda nenhum inquérito concluído. A Promotoria de Justiça aguarda a conclusão das investigações na capital para adoção das providências cabíveis.
