A Redação
Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Rio Verde, obteve a condenação de Rildo Soares dos Santos a 21 anos de reclusão, em regime fechado, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (16/12), em Rio Verde.
O réu foi condenado pelo homicídio de Alexania Hermogenes Carneiro, ocorrido em 29 de agosto deste ano, no Residencial Dona Gercina. Ele respondeu como incurso nas sanções do artigo 121, parágrafo 2º, incisos II (motivo fútil) e III (meio cruel), do Código Penal.
Este foi o terceiro julgamento enfrentado pelo acusado em um intervalo de uma semana, todos com condenação. As penas impostas nos três processos somam 133 anos.
De acordo com a denúncia oferecida pela promotora de Justiça Natália Dalan Martins, que representou o MPGO em plenário mais uma vez e pediu a condenação do acusado, o crime ocorreu após uma discussão motivada pela compra de drogas que a vítima teria feito em nome do réu. Conforme apurado, Rildo Soares dos Santos teria desferido múltiplos golpes com um pedaço de madeira contra Alexania, provocando sua morte por meio cruel.
No julgamento, a defesa do acusado sustentou a tese de negativa de autoria e pugnou pela absolvição. A promotora de Justiça Natália Dalan Martins, no entanto, requereu a condenação nos moldes da pronúncia. Os jurados acolheram os argumentos do MPGO e condenaram o réu a 21 anos de reclusão.
Réu já havia sido condenado por dois feminicídios
No segundo júri relativo a crimes sequenciais praticados pelo réu em Rio Verde, o MPGO obteve a condenação de Rildo Soares dos Santos a 71 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, em regime fechado. Nesse julgamento, ocorrido na segunda-feira (15/12), o acusado respondeu pelo feminicídio de Monara Pires Gouveia de Moraes, morta na madrugada de 7 de julho deste ano, na Avenida 75, Bairro Popular. A promotora de Justiça Natália Dalan Martins também atuou em plenário, sustentando a condenação.
Já no primeiro julgamento, realizado no dia 10, o réu foi condenado a 41 anos e 8 meses de reclusão, além de 33 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estupro e roubo qualificado praticados contra Elisângela da Silva Souza, de 26 anos. A violência empregada no crime causou grande comoção social no município.
