José Cácio Júnior
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) em Goiás obteve a rejeição das contas da campanha de Vanderlan Cardoso ao governo do Estado em 2010. Candidato pelo PR, Vanderlan deixou dívidas de R$ 2,67 milhões relativas à campanha e não conseguiu apresentar documento mostrando que o seu partido assumiria a dívida.
De acordo com manifestação do procurador regional eleitoral Marcelo Ribeiro de Oliveira, aceita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Vanderlan não apresentou autorização do PR ou documento "idôneo" repassando as dívidas para os diretórios estadual e nacional da legenda.
Vanderlan também deixou de registrar R$1,38 milhões de doações recebidas no Demonstrativo de Recursos Arrecadados, por meio de Prestação de Contas Retificadora. A declaração dos valores serviriam para o abatimento do limite das empresas pela Receita Federal.
“A caracterização do fato como doação está inerente inclusive ao grande afastamento do valor supostamente praticado ao candidato com os valores médios de mercado, configurando-se pois, em legítimas doações estimáveis em dinheiro por parte das empresas que concederam esses descontos”, explica o procurador Marcelo Ribeiro. São considerados doadores as empresas Krao Produtora e Eventos Ltda (R$150.000,00), Gráfica Moura Ltda (R$ 348.219,00) e Formulários Piloto Ltda. (R$ 889.956,90", avalia o procurador em sua sentença.
Vanderlan, bem como o presidente regional do PR, deputado federal Sandro Mabel, não foram encontrados para explicar se o partido assumiria as dívidas. A assessoria de imprensa do TRE e do Ministério Púbico Federal (MPF) não souberam explicar se Vanderlan pode ser punido por conta das dívídas.