Goiânia –
O Ministério Público Federal de Goiás deu prazo de 10 dias para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) expliquem a reclamação de municípios de que estariam recebendo doses de vacina contra a covid-19 fabricadas pelo Instituto Butantan com até 20% menos que o conteúdo especificado nos frascos.A medida determinada pelo procurador Ailton Benedito é resultado de representação feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) à Procuradoria Geral da República no último dia 13. De acordo com a assessoria do parlamentar, o problema foi identificado até agora em municípios de pelo menos 12 Estados. Entre eles, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.
Em seu despacho, o procurador solicita à secretaria informações sobre as providências adotadas pelo órgão estadual a respeito das reclamações feitas pelos municípios, tendo a obrigação de identificar quais prefeituras relataram o problema. À Anvisa, ele também solicita que a entidade se explique indicando providências adotadas em relação aos fatos noticiados, especialmente aos casos no Estado de Goiás, e que informe se já houve análise conclusiva sobre a causa da irregularidade.
O documento do MPF-GO considera que o caso envolve, aparentemente, suposta falha no envase ou desperdício na extração de doses, como indicou o Instituto Butantan em notícia divulgada em seu site. Segundo o instituto, nas informações publicadas no dia 16 de abril em seu site, não há variação no volume dos frascos. "Todos os supostos relatos de volume menor ao previsto reportados à Vigilância Sanitária foram investigados pelo próprio órgão, que concluiu que não há erro do Butantan. O que há, provavelmente, é o uso de técnicas e equipamentos diferentes dos recomendados na extração nos postos de vacinação", diz a nota.