José Cácio Júnior
O Ministério Público (MP) pediu o afastamento da diretora de Recursos Humanos da Assembleia Legislativa Jacqueline Nasiazene Lima por ato de improbidade administrativa. Segundo ação proposta pelo promotor Rodrigo César Bolleli Faria, em substituição na 50ª Promotoria de Justiça de Goiânia, Jacqueline obrigava uma servidora comissionada a lhe repassar parte do seu salário sob ameaça de perder o cargo. O MP também pediu o bloqueio dos bens de Jacqueline no limite de R$ 35,04 mil.
A assessoria de imprensa da presidência da Assembleia afirmou que a Casa só se manifestará após ser notificada do caso. De acordo com a ação, a funcionária Régia Maria da Silva foi contradada como estagiária da Assembleia em 2009 por influência da diretora de RH. Meses depois, Jacqueline conseguiu nomear Régia em um cargo comissionado subordinado à sua diretoria, com um salário de R$ 3,62 mil. Para continuar no cargo, a servidorada sacava R$ 2,92 mil todo mês e entregava em mãos para Jacqueline.
O promotor relata que Jacqueline obteve vantagem patrimonial ilegal e que pediu o afastamento da diretora durante o período das investigações pelo fato dela exercer influência na Assembleia. A ação propõe a perda dos valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, que totalizam R$ 35,04 mil, suspensão dos direitos políticos por um prazo de oito a dez anos, pagamento de multa civil de atré três vezes o valor do enriquecimento e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.
Com informações do site do Ministério Público.