Adriana Marinelli e Kamylla Rodrigues
Goiânia – Deflagrada na madrugada desta quinta-feira (9/8) pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Operação Arapuca resultou na prisão de seis policiais civis, dois advogados, um falso policial e um fornecedor de medicamentos. Um policial Civil ainda está foragido. A ação foi deflagrada pelo MP-GO para combater uma organização criminosa que atuava na prática de extorsões, concussões e corrupção. Além das prisões, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas últimas horas.
Os dados foram apresentados na tarde desta quinta (9) e, de acordo com o MP, as investigações duraram cerca de 4 meses. Os promotores chegaram aos nomes dos envolvidos depois de suspeitar da atuação do homem que se passava por policial. O suspeito, que não teve o nome divulgado, usava roupa de polícia, portava arma de fogo e até conduzia a viatura dos agentes, conforme foi apurado.
De acordo com as investigações, esse homem e os outros envolvidos identificavam suspeitos de traficar drogas, vender medicamentos controlados sem receita, vender diplomas falsos, armas, até cheques falsificados. No entanto, ao invés de fazer o flagrante, o grupo exigia uma quantia que variava de R$ 1 mil a R$ 30 mil para que essas pessoas não fossem presas ou investigadas.
Segundo as investigações, o material que o grupo recolhia dos suspeitos era revendido posteriormente. Com o grupo, a polícia apreendeu duas armas de fogo, vários celulares e caixas de medicamentos de uso controlado. cinco dos seis policiais presos já tinham respondido procedimentos administrativos na corregedoria, ou seja, já haviam praticado outros crimes antes. Com mais essa investigação, eles poderão perder o cargo.
Conforme foi divulgado pelo MP na tarde de hoje, a maioria dos policiais envolvidos na prática criminosa atuava no 4º Distrito policial de Goiânia, que fica no setor Bueno. Doze vítimas do grupo já teriam sido identificadas.