Larissa Lessa e José Cácio Júnior
Atualizada às 19h34
O ex-governador Alcides Rodrigues (PP) e o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga foram acionados nesta sexta-feira (2/12) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP) por terem renovado o contrato (segundo aditivo) com o Banco Itaú para a prestação de serviços bancários sem realizar licitação. De acordo com o Ministério Público, em 2007 o órgão notificou o governo sobre a necessidade de se realizar licitação para contratar uma instituição financeira, recomendação que foi desconsiderada pelo governo do pepista.
O promotor de Justiça Rodrigo César Bolleli Faria, autor da ação, pede o enquadramento do ex-governador e do ex-secretário no artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa. A pena para o crime prevê perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa de até cem vezes o valor da remuneração do ex-goverador e do ex-secretário e proibição de contratar com o poder público.
Caso
O governo estadual assinou, em 23 de agosto de 2001, contrato de cinco anos com o Banco do Estado de Goiás (BEG), que poderia ser prorrogado para, no máximo, até 31 de dezembro de 2010. Com a compra do BEG pelo Itaú, o banco solicitou a prorrogação do contrato firmado com o Estado de Goiás até a data limite.
Folha de pagamento
No ínicio de novembro deste ano, o governador Marconi Perillo (PSDB) assinou contrato com a Caixa Econômica Federal, que prevê a gestão da folha de pagamento do Estado e a centralização da receita estadual. O contrato, no valor de R$ 470 milhões, tem duração de cinco anos e substitui o firmado com o Banco Itaú, que teria vigência até 2013.
Um pregão da folha de pagamento dos 160 mil servidores públicos do Estado chegou a ser feito em julho, mas foi boicotado pelos bancos. Com a mudança de banco, o governo objetivou arrecadar dinheiro para cobrir o déficit do Estado.
Improbidade
Na última quarta-feira (30/11), Alcides também foi acionado pelo Ministério Público por ter realizado despesas sem deixar recursos para quitá-las. Os promotores analisaram relatório do TCE e da CPI das Contas do ano passado, conhecida por “CPI do Rombo”, e documentos enviados pelo governo do Estado. “Todos os documentos apontam para improbidade administrativa”, afirmou a promotora Villis Marra.
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