Adriana Marinelli
Goiânia – Acusado de matar a ex-mulher grávida de quatro meses, o motorista Aginaldo Viríssimo Cuelho foi ouvido nesta segunda-feira (30/7) pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri. Na ocasião, também foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. O crime foi registrado em junho deste ano e vitimou Denise Ferreira da Silva.
Uma das testemunhas ouvidas hoje foi uma vizinha de Denise que presenciou o crime. De acordo com ela, Aginaldo era "muito agressivo". "Ele colocou a arma na cabeça dela e disse que ela iria aprender a respeitar um homem", contou. Aginaldo foi ouvido na sequência e também deu sua versão ao juiz. "Ela avançou em mim. Ela sempre avançava em mim. Eu estava segurança o revólver e ela também segurou. Depois, só ouvi o disparo", alegou.
Presente na audiência, a mãe de Denise, Idivonete Ferreira, disse que espera justiça. "Quero que ele permaneça preso", completou.
Agora, o Ministério Público tem o prazo de 20 dias para apresentar as alegações finais sobre a audiência de hoje. Depois disso, será marcado o júri de Aginaldo.
O crime
No último dia 4 de junho, Aginaldo teria arrombado a porta da casa da ex-mulher, no setor Orienteville, e tentado agredir a vítima. Quando ela tentou fugir, ele a alvejou com um tiro na cabeça, segundo informações da polícia. Vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros, mas Denise morreu no local. Testemunhas informaram que o casal brigava muito.
O motorista foi indiciado por feminicídio duplamente qualificado, pelo fato da vítima estar grávida e por ter ocorrido na presença do filho dela, de 6 anos.