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Mosquitos são os principais vetores de doenças em Goiás

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22.11.2015 - 15:49:25
 
A Redação
 
Goiânia – O clima e as condições de vida em Goiás favorecem o alto número de casos das doenças que são transmitidas por vetores como mosquitos, insetos, caramujos e outros animais. A lista delas é grande sendo dengue, febre amarela, leishmaniose, malária e doença de Chagas as mais comuns no Estado e no País.

No mundo, a estimativa é que 1 milhão de pessoas morram por ano em decorrência dessas doenças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença vetorial que mais cresce em número de vítimas no planeta é a dengue. Nos últimos 50 anos a incidência foi aumentada em 30 vezes.

 
Em Goiás, de janeiro deste ano até o dia 7 de outubro último houve um aumento de 55,99% de casos de dengue em relação as notificações de 2014. Os municípios de Cumari e Marzagão são classificados como de alto risco devido ao elevado número de casos, segundo dados da Superintendência de Vigilância em Saúde.

Por isso, segundo a infectologista do HDT/HAA, Ledice Pereira, são necessárias ações de controle vetorial assim como a assistência especializada aos pacientes. “São doenças potencialmente graves e necessitam de profissionais capacitados”, diz.

 
A médica explica que, com exceção da febre amarela, as demais não têm vacinas. “A prevenção faz toda diferença para evitar infecção e outros problemas sociais e econômicos, como superlotação das unidades de saúde, faltas ao trabalho e custos com internação”, ressalta.

Em Goiás, os principais vetores combatidos são o mosquito causador da dengue, febre amarela e febre de chikungunya, o inseto conhecido como barbeiro que transmite o parasita causador da doença de Chagas e o “mosquito palha”, responsável pela transmissão da leishmaniose visceral.

 
A ameaça constante do reaparecimento de doenças endêmicas em outras regiões coloca esse grupo de patologias como protagonista na saúde pública, antes negligenciado do ponto de vista científico etecnológico. Excepcionalmente, a malária ganhou destaque após registro de casos autóctones registrados este ano em Goiânia. Uma das possíveis explicações para a disseminação fora das áreas endêmicas é o desmatamento e o grande fluxo de pessoas de uma região para outra. Em 2014, foram 12 casos de malária e este ano três pessoas contraíram a infecção provavelmente em Goiás, conforme informações da Secretaria da Saúde.
 
Já a febre amarela teve cinco casos confirmados em Goiás, após seis anos sem registros. Pouco conhecida, a leishmaniose também apresenta expressivos números de casos no Estado. A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), que é transmitida por picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas, teve 378 registros este ano, enquanto no ano de 2014, foram confirmados 538 casos.
 
Prevenção
Normalmente regionalizadas e comuns em países pobres, as doenças vetoriais causam impacto social negativo. Ausência escolar, aumento da pobreza, diminuição da produtividade econômica e sobrecarga dos sistemas de saúde são consequências que poderiam ser evitadas com métodos de prevenção simples e eficazes.

A proteção com uso de roupas que cubram pernas e braços contra a picada de insetos, instalação de telas em portas e janelas das residências, uso de repelentes, cobertura de recipientes onde a água é armazenada, não deixar água parada ou evitar acúmulo de lixo eliminam as chances de adoecer e também da propagação dos vetores que transportam vírus, parasitas e bactérias. (Goiás Agora)

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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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