Gabriela Lima
João Gabriel Freitas
(atualizada às 23h30)
Um dia após completar 50 anos de idade, João Dias Goulart, uma das vítimas do incêndio em uma apartamento no Setor Oeste, não resistiu aos ferimentos. Ele morreu por volta das 20h30 desta segunda-feira (10/10), no Hospital de Queimaduras, onde estava internado desde o dia 29 de setembro, data em que ocorreu o acidente no apartamento 1.203 do residencial Aldeia do Oeste, provavelmente causado por uma churrasqueira elétrica, mantida ligada na tomada.
Entre os três moradores que escaparam com vida do incêndio, João era o que sofreu mais ferimentos. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, na ocasião, ele teve cerca de 80% do corpo ferido, com queimaduras de primeiro e segundo grau. Goulart, que morava no local com a mulher, a filha e o genro, escapou das chamas socorrido por uma vizinha de 76 anos, Teresinha Francilina Barros, que o puxou pela janela da cozinha para o apartamento vizinho.
Além de João Dias Goulart, o incêndio que atingiu o apartamento da família tirou a vida do comerciante Eduardo Augusto de Araújo Silveira, 32, genro de João Dias. Para fugir das chamas, Eduardo e a mulher, Muniki Dias Goulart, 25, pularam do 12º andar do edifício. O casal caiu de altura 36 metros, mas apenas Muniki sobreviveu.
Levada pelo marido, Muniki ainda se pendurou alguns minutos na janela, segurada no braço pela mãe, Kátia Maria Dias Goulart, antes de despencar e atingir o teto de zinco do mezanino, que amorteceu a queda. Ela fraturou a bacia e teve queimaduras nas mãos e nos pés. A jovem recebeu alta da UTI na última segunda-feira (3/10), mas segue internada no Hospital São Salvador.
A mãe de Muniki, Kátia Maria Dias Goulart, 51, permaneceu no quarto do casal até a chegada dos bombeiros. Para sobreviver, se enrolou em um edredon enquanto o marido buscava socorro, deixando o quarto e passando pela sala em chamas, em uma temperatura estimada de 800 graus. Kátia teve queimaduras na barriga, no peito e nos ombros. Chegou a perder a consciência dentro do apartamento, mas foi retirada com vida. Ela não corre risco de morrer, deixou a UTI na última sexta-feira (7/10), mas ainda recebe atendimento no Hospital de Queimaduras, onde também estava internado o marido. Tanto Kátia quanto a filha Muniki ainda não sabiam na noite de segunda-feira sobre a morte de João Goulart. Elas seriam informadas por uma equipe de psicólogos que, desde o acidente, acompanham a família.
Morre segunda vítima de incêndio em apartamento
*