A Redação
Goiânia – O início de um trabalho que começou nesta quarta-feira (20/5) e que deve resultar na retirada de quase 50 árvores nas redondezas do Parque do Lago das Rosas, no Setor Oeste, em Goiânia, fez com que moradores da região se organizassem em torno de uma manifestação marcada para ocorrer no próximo domingo (24/5), em frente ao Zoológico.
O descontentamento volta a jogar luz em uma polêmica que envolve a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e uma suposta falta de transparência na gestão técnica das supressões (cortes) de árvores em vias e logradouros públicos da capital.

No começo do ano, o Ministério Público de Goiás (MPGO) já havia ressaltado que a retirada de árvores em áreas urbanas deveria ocorrer de forma excepcional, precedida de laudos técnicos detalhados, análise de alternativas e fundamentação baseada em critérios ambientais, urbanísticos e legais. O que, segundo a Prefeitura, é o caso dos 48 cortes que devem ocorrer nos próximos dias. Do outro lado, porém, grupos de defensores da natureza justificam que se trata de espécies nobres, como pau-brasil, flamboyant, jamelão, pata-de-vaca, goiabeira, paineira-barriguda e ipês.
A Amma alega que os exemplares estão condenados e o local receberá um projeto de revitalização. “Cada exemplar a ser suprimido tem justificada a motivação para tal. A mais comum é o comprometimento estrutural e o fim do ciclo vital, com risco de queda. Alguns espécimes saudáveis, no entanto, tiveram autorização para remoção para dar espaço a um pet place (espaço para animais de estimação) e também para revitalização de determinado espaço do parque.”, alega a pasta em nota.
