A Redação
Goiânia – Neste domingo (16/6) os moradores do Setor Sul das vielas 85-C e 85-B se reuniram na praça que faz fundo à Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás, localizada na Avenida 85, em Goiânia, para discutir a situação da população em situação de rua que ocupa a região. Os residentes se queixam de invasões e furtos a casas na região e do aumento de pessoas vivendo de forma precária na praça que existe no local.
As famílias, que residem nesses endereços há mais de 40 anos, estão assustadas com o aumento de invasões e furtos. "Todos aqui reunidos já tiveram seus imóveis invadidos e suas casas roubadas em várias ocasiões. Em todos os casos, os moradores estavam presentes. Os furtos acontecem durante a noite e, mesmo com intervenções como aumento dos muros, instalação de cercas elétricas e concertinas, os furtos continuam. Um morador chegou a mudar às pressas depois de um roubo em que o invasor permaneceu com a família por mais de quatro horas, uma noite de pesadelo", explica uma das vítimas que teve sua casa assaltada.
Os relatos são semelhantes: as invasões ocorrem com a presença dos proprietários durante o dia e à noite. Os itens furtados incluem dinheiro, cartões de crédito, bolsas, carteiras, aparelhos de celular, bicicletas, roupas, sapatos e até facas, que podem ser usadas como armas durante os assaltos. O medo é que esses casos evoluam para violência física.
As vítimas, em sua maioria idosos, não querem se expor. "Nenhum morador obteve solução além de orientação para reforçar a segurança pessoal com alarmes, cercas elétricas e até segurança particular. Isso causa mais medo. A presença pontual e descontinuada da PM nos deixa mais apreensivos", desabafam os moradores. Entre os presentes, quatro têm idade entre 85 e 95 anos e estão entre os mais vulneráveis.
Os moradores decidiram buscar maior visibilidade, intensificar os chamados à assistência social e envolver a Associação dos Moradores do Setor Sul e a Associação Pró Setor Sul para estudar e buscar soluções definitivas para o bairro.
Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs) afirma oferecer serviços de acolhimento, mas que “todo e qualquer cidadão, constitucionalmente, tem o direito de ir e vir” e que “não pode obrigar que deixem as ruas para aderir aos encaminhamentos propostos”.
Confira:
Nota Sedhs
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs) possui equipes de Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) atuando em todas as regiões. Alguns locais estão em maior evidência como os setores Campinas (Praça Joaquim Lúcio e Igreja Matriz), Vila Abajá, Aeroporto, região da 44, Alameda Botafogo e Avenidas Independência e Goiás, no Centro.
A Sedhs oferta serviço de acolhimento provisório por meio das Casas de Acolhida Cidadã I e II, que são casas de passagem provisórias. Elas têm capacidade para atender cerca de 100 pessoas e funcionam 24h. Uma delas está localizada no Setor dos Funcionários e a outra no Leste Universitário.
Durante a semana e em horário comercial, por intermédio da unidade do Centro Pop, oferecemos atendimento psicossocial, alimentação, encaminhamentos para outras políticas públicas, fortalecimento da autonomia, protagonismo, participação social, regularização de documentos pessoais, dentre outros. O atendimento é realizado de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 16 h. A unidade fica localizada na Alameda Botafogo, número 68, Centro. Telefone para contato é (62)3524-1104.
Quando necessário, realiza-se acolhimento emergencial, como em situações de baixa temperatura, por exemplo. O Seas desenvolve ações planejadas de aproximação, escuta qualificada e construção de vínculo de confiança. O objetivo é mediar e ofertar encaminhamentos à rede de proteção social para garantir que essa população tenha mais dignidade e consiga se retirar dos logradouros públicos.
Ressaltamos, porém, que todo e qualquer cidadão, constitucionalmente, tem o direito de ir e vir. O Seas não pode obrigar que deixem as ruas para aderir aos encaminhamentos propostos.
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs)/Prefeitura de Goiânia
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