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Moda goiana e a regionalização

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10.09.2018 - 14:12:53

A moda goiana começa a ocupar seu devido espaço e se fortalece, cada dia mais, tanto na produção quanto na distribuição.

Um dos fatores que colaboram para isto é a regionalização, que é a concentração da distribuição de produtos em regiões  especificamente bem localizadas e amparadas por um polo de produção. E é aí que Goiás mostra sua força. Localizado no coração do Brasil e com uma indústria de moda pujante e alicerçada em 04 décadas de muito trabalho, nosso polo, enfim, caminha para brigar pela liderança do ranking nacional.
 
São 11 os principais polos regionais de produção e comercialização de moda no Brasil: São Paulo SP; Belo Horizonte MG; São José do Rio Preto SP; Colatina ES; Caruaru PE; Mossoró RN; Fortaleza CE; Maringá PR; Brusque SC; Farroupilha RS e Goiânia.
 
Cada polo tem suas particularidades e normalmente são fortes em um ou outro tipo de produto, mas Goiás, assim como São Paulo tem opção para toda a moda, do masculino ao feminino, da camiseta básica ao vestido de festa, incluindo aí as semi-jóias. Ainda, temos a localização central e, de sorte, estarmos na região que mais cresce no Brasil, a do agronegócio. Nesse segmento é preciso plantar para colher e, na moda, também estamos colhendo décadas de trabalho e investimentos a quatro mãos, pois o Estado apoiou bastante por aqui. 
 
Tudo começou nos anos 1970, com as primeiras confecções produzindo camisas e calças jeans. Já nos anos 1980 o sistema de pronta-entrega ganha força e a Av. 85 e adjacências passa a receber clientes de outras regiões, principalmente do Norte e Nordeste. Nos anos 1990 esse movimento foi se transferindo para a Av. Bernardo Sayão, na FAMA, em busca de aluguéis mais baratos.
 
Mas foi no início deste século que Goiás passou a ser reconhecido como um polo importante em função das participações arrebatadoras na FENIT (Feira Nacional da Indústria Têxtil) apoiadas pelo Governo Estadual. 

Em junho de 2002, Goiás liderava a participação entre os estados com 73 empresas goianas, alcançando a marca de 30% da área bruta do evento. Ainda, recebemos em 2009, a Lei do ICMS Zero, que isentou de pagamento de ICMS, exclusivamente, as vendas de confecções 100% “Made in Goiás” para outros estados. 
 

Mais recente, a partir de 2010, uma mistura da Feira Hippie com o comércio atacadista na região da Av. 44 tem consolidado a região como o “Novo Brás”, em alusão ao maior centro atacadista de moda da América Latina. O movimento acontece de domingo a domingo e transborda prosperidade com clientes de todo o Brasil e da América do Sul.
 
Como cada ação gera uma reação, o contra-ataque já chegou: neste mês, mais de 40 confecções de diversos Estados, de olho neste crescente mercado, resolveram apostar em Goiás e inaugurarão, pela 1ª vez, lojas em um moderno Shopping Center atacadista em Goiânia. 
 
Investimento novo que amplia a oferta de produtos e porque não, a concorrência com a indústria local. As peças estão no tabuleiro e os próximos movimentos serão decisivos para a consolidação da nossa posição no ranking, lembrando que cada avanço no ranking da moda, significa mais alguns milhares de empregos diretos e indiretos, mais divisas e formação de riqueza para os goianos.
 
Viva a moda goiana!

*Frederico Martins Evangelista é consultor e empresário, ex-presidente do SINROUPAS – Sindicato das Indústria de Roupas de Goiânia e especialista em Gestão de Negócios pelo IPOG.

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por Frederico Martins Evangelista

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