Kamylla Rodrigues
Goiânia – A morte do advogado Davi Sebba Ramalho completa, nesta terça-feira (05/07), quatro anos. Em homenagem a ele, uma missa será realizada às 19h de hoje, na Igreja São Paulo Apóstolo, em Goiânia. De acordo com a prima de Davi, Hellen Sebba, familiares e amigos estarão presentes na celebração.
Davi foi morto
na noite do dia 5 de julho de 2012, no estacionamento do hipermercado Carrefour Sudoeste, na avenida T-9, após ser abordado por policiais militares. Foi o mesmo dia em que virou pai do primeiro filho, o menino Gabriel. Os suspeitos ainda não foram condenados.
De acordo com Pedro Ivo Ramalho, irmão de Davi, o processo está na fase de abertura das alegações finais da defesa e acusação. “A expectativa é de que haja um desfecho o mais rápido possível. Queremos que os três suspeitos sejam condenados em decisão de pronúncia”, disse ao Jornal A Redação.
Caso
Conforme a versão apresentada pela PM, Davi teria reagido à abordagem, quando foi baleado no peito pelos agentes. A suspeita é de que haveria comercialização de drogas no local e que ele estaria sendo monitorado pelo Serviço de Inteligência da Polícia Federal. Familiares da vítima repudiaram a informação dos policiais, alegando que Davi foi ao supermercado comprar mantimentos para passar a noite na maternidade com o filho recém-nascido e a mulher.
De acordo com o inquérito, ao contrário da versão dos policiais, Davi foi vítima de execução. No carro da vítima, logo após o crime, foi encontrado um revólver calibre 38 que, segundo as investigações da Polícia Civil, teria sido plantado na tentativa de simular uma troca de tiros.
Ainda segundo o inquérito, teria sido mesmo o soldado Jonathas Atenevir Jordão quem apertou o gatilho na noite do dia 5 de julho. Durante as investigações, chegou a ser levantada a suspeita de que o tenente Ednailton Pereira de Souza, que também participou da abordagem ao advogado, seria responsável pelo disparo.
Após as investigações conduzidas pelo delegado Murilo Polati Rechinelli, então titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, foram indiciados por homicídio os soldados Jonathas Atenevir Jordão e Luiz Frederico de Oliveira e o tenente Edinailton Pereira de Souza.