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Dharmendra Pradhan (Foto; reprodução)

Ministro da Educação da Índia renuncia após ‘Revolta das Baratas’

Dharmendra Pradhan deixa cargo após protestos em massa contra vazamentos de provas e corrupção

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25.07.2026 - 12:49:11

São Paulo – O ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, renunciou neste sábado (25/7), após semanas de protestos que exigiam sua saída devido a supostos vazamentos em alguns dos exames de admissão ao ensino superior mais concorridos do País e a irregularidades no sistema educacional.

Pradhan anunciou a decisão em uma publicação na rede social X, concedendo uma vitória importante à chamada “Revolta das Baratas”, um movimento que liderou manifestações, ocupações e greves de fome em todo o país. Sua renúncia também marca a primeira concessão significativa do governo do primeiro-ministro Narendra Modi a uma das ondas de insatisfação pública mais visíveis que o governo enfrentou nos últimos anos.

O movimento teve início há mais de um mês, após denúncias de vazamentos em alguns dos principais exames de admissão da Índia. Começou como um apelo por reformas educacionais, mas evoluiu para um protesto mais amplo sobre desemprego, responsabilidade governamental e oportunidades econômicas. Estudantes, profissionais, famílias e ativistas participaram de manifestações em Nova Délhi e em outras cidades indianas.

Comemorações

A notícia da renúncia de Pradhan provocou comemorações entre os milhares de manifestantes que estão acampados no local de protesto em Nova Délhi há mais de um mês. Muitos se abraçaram e agitaram a bandeira da Índia.

Prachi Kumar, uma funcionária de uma empresa que aderiu aos protestos, afirmou que a renúncia de Pradhan era necessária para restaurar a responsabilidade no sistema educacional.

“Isso precisava ser feito. Alguém precisa ser responsabilizado”, disse ela.

O partido Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês), que iniciou o movimento de protesto, declarou vitória após a renúncia, escrevendo na rede social X: “A DEMOCRACIA VENCE!”

Manifestações

As manifestações tornaram-se um dos desafios mais persistentes para o governo de Modi nos últimos anos, com milhares de pessoas voltando às ruas mesmo depois de a polícia usar gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar manifestantes.

As tensões aumentaram na segunda-feira, 20, quando a polícia agiu para dispersar milhares de manifestantes que marchavam em direção ao Parlamento. Vários estudantes ficaram feridos na repressão, o que intensificou a revolta no grupo.

O governo de Modi já havia tentado amenizar as tensões anunciando tribunais de tramitação acelerada para casos envolvendo vazamento de provas e afirmando que apresentaria legislação para reforçar as medidas contra fraudes e a corrupção no sistema de exames.

As medidas não satisfizeram os manifestantes, que afirmaram que elas não abordavam a questão da responsabilidade do governo. Embora a renúncia de Pradhan tenha atendido à principal reivindicação do grupo, os líderes do movimento declararam que a campanha continuaria, pois buscavam indenização para as famílias de estudantes que cometeram suicídio após supostos vazamentos de provas, bem como medidas contra policiais acusados ??de uso de força excessiva.

“Lembrem-se: não mexam com a barata”, disse Abhijeet Dipke, um líder do movimento, em um comunicado por escrito.

Como começou o movimento

Os manifestantes foram convocados pelo Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês), criado em maio após o presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, comparar alguns jovens desempregados a “baratas” durante uma audiência sem relação com o tema.

O CJP não é um partido formal, mas um movimento satírico que ficou conhecido como “movimento das baratas” e atraiu milhões de seguidores nas redes sociais. Ele foi fundado pelo estrategista de comunicação política e estudante da Universidade de Boston Abhijeet Dipke. Em entrevista à BBC, em maio, Dipke disse que a ideia surgiu como uma piada.

O movimento, no entanto, passou a denunciar escândalos envolvendo fraudes em vestibulares. Em maio, a prova de admissão para cursos de Medicina, realizada por mais de 2 milhões de estudantes, foi anulada por irregularidades. Segundo a imprensa indiana, o cancelamento levou alguns candidatos a cometer suicídio. (COM INFORMAÇÕES DA AP)  (Agência Estado)

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por Agência Estado

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