A Redação
Goiânia –
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, apresentou nesta terça-feira (19/3) em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura (CE), as diretrizes de sua pasta. Ele disse que o Ministério estuda, em conjunto com o da Economia, o pagamento de cursos de capacitação a jovens que não estudam nem trabalham e estejam vinculados ao programa Bolsa Família.
Segundo Terra, chegam a 12 milhões os jovens que não estudam nem trabalham, e o plano do governo é pagá-los, desde que vinculados ao Bolsa-Família, para fazer cursos de capacitação em parceria com o Sistema S.
“Queremos capacitar mais de 3 milhões de jovens nos próximos anos usando a grande capilaridade do Sistema S, sem custos para o governo. Vamos pagar mensalmente as famílias por cada jovem que estiver se capacitando. A fonte serão recursos de microcrédito que os bancos não aplicam, hoje equivalentes a R$ 4,7 bilhões por ano. Isto inclusive já foi negociado com o Banco Central” afirmou o ministro.
Osmar esteve em Goiás no mês passado para acompanhar a divulgação do Instituto Mauro Borges (IMB) sobre o Índice Multidimensional de Carência das Famílias de Goiás (IMCF), onde garantiu que iria estrear alguns programas de geração de renda nas cidades com maior nível de pobreza no Estado. Questionado sobre o assunto pelo senador Luiz do Carmo (MDB-GO), o ministro deixou claro a intenção de seguir com este projeto, com Goiás no foco.
Do Carmo também o questionou sobre os recursos da Cultura e do Esporte, que segundo ele, são geralmente destinados em sua maioria ao eixo Rio-São Paulo. “Agora sob o comando de Jair Bolsonaro, existe algum plano do Governo Federal de democratizar esses recursos? Principalmente para as regiões mais necessitadas” perguntou o senador.
“A nossa intenção, do ministério e do presidente [Jair Bolsonaro], é de usar esse recurso para fomentar as ideias e a criatividade de quem precisa. O que acontece é que os recursos dessa área eram destinados a figuras repetidas, que não precisam do governo para financiar suas ações” explicou.