São Paulo – Diversas cidades na França; Berlim, na Alemanha, e Londres têm manifestações de solidariedade às vítimas do ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, registrado nesta quarta-feira (7/1). Segundo a polícia, em Paris mais de 15 mil pessoas tomaram as ruas, informou o jornal Le Figaro.
Ao menos 12 pessoas morreram em um ataque a tiros no escritório da revista francesa Charlie Hebdo. No ataque, de acordo com o Procurador de Paris, outros 10 ficaram feridos, sendo que quatro estão em estado grave.
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Segundo o Ministério do Interior francês, três homens armados e com máscaras no rosto foram responsáveis pelo ataque. O jornalista Vincent Justin, que trabalha próximo à redação atacada, disse que duas pessoas entraram e atiraram contra os funcionários. Ele contou que os autores dos disparos diziam: “Vamos vingar o profeta”.
Veja aqui o vídeo divulgado por testemunhas, que registraram o momento em que os terroristas disparam contra um dos policiais, à queima-roupa.
Os atiradores fugiram e o presidente francês, François Hollande, classificou o ato como "ataque terrorista". Uma vigília ocorre em Paris para homenagear as vítimas do atentado.
Em um pronunciamento na TV francesa, Hollande pediu a "união" do país como reação ao ataque. "A França é ameaçada porque, assim como outras nações, nós somos um país de liberdade. Nossa melhor arma é a união. Nada pode nos dividir e nada pode nos colocar uns contra os outros", afirmou.
O jornal já sofreu ataques por publicar caricaturas de líderes muçulmanos e do profeta Maomé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio criminoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé.(Agência Estado)