Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Autor de obras consagradas, como Veias e Vinhos, o escritor Miguel Jorge inovou ao lançar na noite desta quinta-feira (10/11), no Piso 3 do shopping Bougainville, o seu novo livro de contos, As Noites que não Deveriam Existir. Antes de autografar o seu trabalho, contracenou com os atores Raquel Veloso e Luiz Cláudio a peça ‘Cenas de teatro’, baseada num dos contos de sua nova obra, “As Três Mulheres de Charles Munhoz”. Em seguida, João Garoto animou a noite de autógrafos com o seu violão.
A sessão foi prestigiada pelos presidentes da Academia Goiana de Letras, Ubirajara Galli, da União Brasileira de Escritores, Seção de Goiás, Ademir Luiz da Silva, e do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Itaney Campos, também imortal da AGL; amigos, escritores e familiares.
Conto exige síntese
“Creio que o conto ainda é o gênero literário em prosa mais praticado em toda parte. Existe a opinião equivocada de que, por ser curto, ele é fácil. No entanto, exige do autor acentuada capacidade de síntese e habilidade no uso apropriado das palavras para sugerir situações que não pode descrever por falta de espaço. E isso não são muitos os que conseguem”, afirmou Enéas Athanazio, na orelha do livro, para completar: Miguel Jorge, como vem confirmar este livro, é um exímio contista.
“Nele se reúnem todas as qualidades exigidas para exercitar com sucesso a short story. É dotado de criatividade e imaginação para criar histórias envolventes, figuras com personalidade bem definida e situações convincentes. Explora com segurança o pensamento e as mais íntimas cogitações delas em histórias em que o movimento cede espaço à intimidade e às cogitações”.
Para Athanazio, “seus contos passeiam pelas mais variadas situações e expõem toda a gama de sentimentos humanos. Existem paixões avassaladoras, amores não correspondidos, inveja, tristeza, alegria, ternura e sonho. Por outro lado, existem situações opressivas e tão pesadas em que o leitor mal se atreve em respirar”.