Adriana Marinelli
Após ficar duas semanas internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, uma criança de um ano e meio de idade morreu, na última quinta-feira (29/3), vítima de de Leishmaniose visceral.
Responsável pela UTI pediátrica do hospital, o médico Pedro Chaveiro afirma que Emanuelli Araújo Rocha, cuja família é de Pirenópolis, já chegou na unidade de saúde em estado grave. “Ela chegou bastante anêmica e inchada. O fígado e o baço da menina estavam enormes”, diz.
Pedro Chaveiro afirma que não são raros casos de leishmaniose visceral na região e, segundo ele, a doença é mais frequente em Corumbá, Cocalzinho e Pirenópolis, onde mora a família da criança.
Doença
A leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito palha, também conhecido como birigui. Ao picar cachorros, faz do animal hospedeiro da doença. “A doença é transmitida para humanos quando o mosquito pica o cão já infectado e depois pica a pessoa. O maior número de pessoas infectadas são crianças até 10 anos, já que, quase sempre, ficam mais perto dos cachorros”, comenta o médico Pedro Chaveiro.
O mosquito é bastante encontrado em regiões de mata, principalmente fechadas, como é o caso de Pirenópolis (GO), onde seis casos de leishmaniose já foram confirmados até agora.
Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), de 2009 até agora, seis pessoas já morreram vítimas da doença no Estado, sendo duas em Bonópolis, duas em Pirenópolis e duas em Goiânia. Em 2011, 5 casos da doença foram registradas em Pirenópolis. Na capital, chamou a atenção em 2011 um surto da doença em cães cujos donos moram no Residencial Aldeia do Vale, na região Sul. Ao todo, mais de 109 cães foram examidados, constatando-se a doença em 43 deles – destes, somente 14 foram sacrificados, seguindo recomendação do Centro de Zoonoses. O caso levou Goiânia a ser considerada como região vulnerável, pelo Ministério da Saúde (MS).