Raphaela Ferro
Goiânia –
“É um momento de melhora dos indicadores. O que não quer dizer que é o fim da pandemia.” A afirmação é da superintendente em Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Flúvia Amorim. Segundo ela, desde a semana passada, já é perceptível, por exemplo, a diminuição da internação de pessoas com mais de 85 anos em unidades de terapia intensiva (UTI) por causa da covid-19. Essa faixa etária já recebeu duas doses da vacina.
Os números exatos serão apresentados, segundo a secretaria, na reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus (COE) que será realizada na tarde desta quarta-feira (28/4). O grupo se reúne a cada 15 dias para avaliar o cenário de momento da pandemia. Em entrevista ao jornal A Redação, Flúvia avaliou que dados como esse, da queda na internação de idosos em UTIs, já indicam que é possível ver uma luz no final do túnel.
“A gente vê melhora dos indicadores, vê redução no número de óbitos. Nas últimas semanas, houve queda no indicador mais sensível nesse momento atual, nas taxas de ocupação de leitos”, afirmou. Ela considerou que foram mais de 30 dias com a taxa de ocupação de UTIs destinadas ao tratamento da covid-19 acima de 95%. Nesta quarta, 87% dos leitos de UTI da rede estadual estão ocupados e essa taxa cai para 77% quando são considerados hospitais públicos e privados.
“Há uma melhora na situação. Está melhor, mas não é situação controlada”, enfatizou. De acordo com Flúvia, assim como houve a primeira onda da doença e período mais calmo até que houvesse, este ano, a segunda, que foi muito pior em decorrência principalmente das novas variantes do vírus, algo semelhante pode voltar a ocorrer e levar a uma terceira onda da covid-19 em Goiás. A superintendente enfatizou que os cuidados devem ser mantidos e que os protocolos sanitários precisam ser rigorosamente seguidos, considerando que as atividades não essenciais estão autorizadas a funcionar.
Vacinação
Flúvia afirmou que não houve sinalização do Ministério da Saúde para que seja possível iniciar a vacinação dos profissionais da Educação. O governador Ronaldo Caiado informou em entrevista coletiva no início da semana que os professores serão vacinados até o final de maio. Mas, de acordo com o Plano Nacional de Imunização, antes devem se vacinar idosos que tenham a partir de 60 anos, pessoas com comorbidades previstas no documento, população privada de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua. Recentemente, mulheres grávidas e puérperas foram incluídas ao grupo de maior prioridade pelo ministério.