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Meio ambiente e engenharia

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11.09.2020 - 14:00:00
Num passado recente, a Revolução Industrial, iniciada em terras europeias, refletia ser o caminho ideal para o tão sonhado desenvolvimento social compartilhado, fazendo com que o crescimento econômico imaginado fosse alcançado pela tecnologia simbolizada pelas máquinas a vapor.
 
Passado mais de um século, observa-se um aumento vigoroso na produção, mas, por outro lado, a sociedade percebeu os efeitos negativos registrados, pois adquiriu vícios inigualáveis, frutos da industrialização e urbanização sem o devido planejamento.
 
Inúmeros profissionais vêm alertando que catástrofes poderão ocorrer, resultado da constante agressão ao planeta, o que levaria à extinção da vida na Terra. Podemos enumerar algumas de conhecimento público: grandes alterações climáticas; desertificação de áreas agricultáveis; destruição de matas e florestas e o aumento do volume dos oceanos, resultado do degelo polar.
 
Como forma de frear estes problemas, as grandes nações mundiais, quando da reunião ocorrida no Rio de Janeiro – Brasil, intitulada RIO/92, consolidaram o conceito de desenvolvimento sustentável e uma agenda global para o meio ambiente, resultado de discussões sobre o desenvolvimento sustentável que tinham sido iniciadas em 1972 na Conferência de Estocolmo, da qual resultou a Declaração de Estocolmo.
 
Hoje, passados mais de vinte anos da RIO/92, percebemos que as metas consolidadas estão longe de serem alcançadas, e, o pior, não se percebe ações efetivas neste intento. Ainda que todos os países do mundo decidam agora ser mais ambiciosos nas metas voluntárias e obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa, não será mais possível atingir o compromisso firmado em 2010 de evitar que a temperatura no mundo suba mais do que 2 graus Celsius (°C) até o corrente ano (2020).
 
Com todo este cenário, entendemos que a sociedade somente se sustentará se buscar o desenvolvimento econômico preservando os recursos ambientais para as próximas gerações, ainda temos tempo, ou não?
 
Somos profissionais da área tecnológica, assim desenvolvemos nossas profissões em atenção às demandas do ser humano compartilhadas com a preservação ambiental, e nada mais justo do que valorizar aqueles que desenvolvem projetos sustentáveis, diferentemente dos grandes líderes mundiais que se reúnem e definem conjunto de metas, porém, seguem ainda na teoria, sob a ameaça de resistência ou dificuldade de países, considerados desenvolvidos, em modificar padrões superados e ou agressivos ao meio ambiente.
 
Além disso, muitas economias de ponta ainda travam a definição de questões complexas, como a transferência de tecnologia e o financiamento para que países mais pobres e em desenvolvimento consigam acompanhar as mudanças globais. É isso que queremos e desejamos? Tenho certeza de que não, afinal, somos ENGENHEIROS!
 

*Idalino Hortêncio é engenheiro civil e de segurança do trabalho
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por Idalino Hortêncio

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