Lis Lemos
Os médicos do Estado suspenderam o atendimento nesta terça-feira (25/10). A paralisação é uma mobilização nacional e atinge profissionais que atendem pelo SUS. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Salomão Rodrigues Filho, afirma que os médicos pretendem sensibilizar a sociedade para a reivindicações da categoria. “É um movimento nacional em favor da sociedade em defesa do serviço público de saúde”, defendeu.
Representantes do Conselho e o presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás, Leonardo Mariano Reis, estiveram durante a manhã no Hospital Materno Infantil e no Cais da Chácara do Governador. Segundo Salomão, as unidades de saúde foram escolhidas aleatoriamente. No Materno Infantil, os médicos identificaram apenas cinco leitos de UTI materna em funcionamento, de um total de dez. A UTI pediátrica está desativada e a UTI neonatal oferece apenas oito leitos.
No Cais da Chácara do Governador, os médicos identificaram na sala de estabilidade, para onde são encaminhados os pacientes de emergência, falta materiais básicos para atendimento. Salomão Rodrigues afirma que não foram encontrados oxímetro, antibióticos, e nem mesmo luvas descartáveis para atendimento.
Apenas os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos pelos médicos. Para Salomão, nos locais visitados, a população recebeu bem a manifestação.
Cerca de 4.200 médicos em Goiás trabalham no SUS. Pela lei, o Estado deve destinar 12% de seu orçamento para a saúde e o município, 15%. No entanto, o presidente do Cremego acredita que o repasse é aquém do previsto.