Kamylla Rodrigues
Goiânia – Visitantes do Cemitério Municipal Parque, em Goiânia, denunciam o mato alto que toma conta dos túmulos e de toda a extensão do local, de aproximadamente cinco quilômetros. Além desse problema, eles reclamam da quantidade de lixo espalhado por toda parte, resultando em vários focos de dengue.
De acordo com o administrador Diego Moura, durante um enterro nesta terça-feira (1°/03), a própria família capinou desde a entrada do cemitério até o túmulo para realização de um sepultamento. “Em um momento tão dolorido para inúmeras famílias, passar por essa situação é um verdadeiro absurdo”, relatou.
Segundo Diego, o mato alto chega a dois metros de altura e, além disso, muito lixo toma conta do local. “Garrafas de plástico espalhadas por toda parte, que podem acumular água e virar criadouros do mosquito da dengue”, disse ao enfatizar também que alguns túmulos estavam abertos.
(Foto: Diego Moura)
A responsabilidade pela limpeza do local é da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Por meio da assessoria de imprensa, a companhia disse que realiza, em média, três roçagens por ano no cemitério – o que seria, segundo o órgão, suficiente – e que a última ação foi realizada em janeiro, mas as constantes chuvas teriam acelerado o crescimento do mato.
Ainda de acordo com a assessoria, até a próxima semana uma equipe deve ir até o local para avaliar a situação e fazer a roçagem. O atendimento à demanda não pode ser imediato porque, segundo a assessoria, a companhia tem outras prioridades. Para fazer a roçagem do cemitério são necessários 150 trabalhadores que usam roçadeiras manuais.
A Comurg ainda afirmou que aguarda decisão na Justiça para a liberação do uso de um tipo de agrotóxico no cemitério para conter o crescimento do mato. A assessoria garantiu que não haverá risco de contaminação pelo produto.