A Redação
Goiânia – O candidato do PSDB ao Governo de Goiás, Marconi Perillo, afirmou nesta quarta-feira (9/9) que, se eleito, pretende isentar do IPVA os carros elétricos utilizados por motoristas de aplicativo. Durante sabatina na Rádio Sucesso, o tucano também propôs reduzir de 15 para 10 anos o tempo de fabricação necessário para que carros e motos tenham direito à isenção do imposto no Estado.
Segundo o tucano, a medida também beneficiará taxistas, condutores de transporte escolar, feirantes e outras categorias que utilizam o veículo como instrumento de trabalho. Marconi adiantou que o incentivo fiscal deverá ser estendido a todos os carros elétricos e híbridos plug-in (que combinam motor elétrico com combustão e permitem recarga em tomadas).
O candidato também manifestou apoio integral ao projeto de lei do deputado estadual Clécio Alves (PSDB), que disputa a reeleição. A proposta previa o mesmo benefício tributário, mas restringia a isenção aos cinco primeiros anos de vida do automóvel após a primeira venda. A matéria, contudo, foi vetada pelo atual governo.
“A ideia do deputado Clécio é corretíssima. Ele pode reapresentar o projeto ou eu mesmo o enviarei à Assembleia Legislativa, se eleito. É uma iniciativa inteligente que alivia o bolso do trabalhador e, fundamentalmente, traz impactos positivos para o meio ambiente, pois incentiva a descarbonização da nossa frota e a redução da emissão de poluentes nas nossas cidades”, defendeu Marconi.
Redução
Marconi ainda anunciou uma mudança na regra de cobrança do IPVA para veículos mais antigos. Pela legislação em vigor, apenas carros com 15 anos ou mais de fabricação estão isentos do tributo. “Meu compromisso é restabelecer a isenção a partir de dez anos de vida do automóvel e da motocicleta. Esta será uma das primeiras medidas que adotarei no governo”, garantiu.
O tucano resumiu que a combinação entre a antecipação da isenção para veículos usados e os incentivos à frota elétrica compõe uma política econômica e ambiental. O objetivo, segundo ele, é reduzir a carga tributária sobre os goianos e, ao mesmo tempo, estimular a adoção de novas tecnologias e matrizes energéticas limpas em Goiás.
