A Redação
O governador Marconi Perillo realiza, nesta segunda-feira (12/9), em Cingapura, no Sudeste da Ásia, encontros com grupos econômicos e financeiros interessados nos projetos de infraestrutura e produção industrial em Goiás. Segundo divulgado, os fundos de investimentos observam o crescimento da economia goiana, que seria comparável ao ritmo de evolução do mercado Chinês.
O governador enviou informações antecipadas sobre o desempenho do Estado, para se encontrar com os representantes dos grupos. Entre eles, está o presidente do Temasek Holdings, Gregory Curl, que representa o sétimo maior fundo de investimentos do mundo e administra um capital investidor de mais de US$170 bilhões. O grupo tem investimentos em 20 países, incluindo o Brasil.
Também deve haver um encontro com a cúpula da China – Singapura Souzhou Industrial Park DeverlopmentCo., responsável pela criação do pólo tecnológico de Souzhou, na China. O grupo é considerado uma das maiores alavancas para inundar o mundo com produtos “made in China”.
Conforme divulgado, o governador tem intenção de atrair, ainda, parcerias privadas para os projetos de expansão do eixo Goiânia/Anápolis, alvo de investimentos para a formação do Pólo Goiano de Tecnologia de Ponta.
A missão goiana também deve se encontrar com a cúpula do GIC Cingapura, que atua como fundo soberano governamental. É o terceiro maior do mundo, com um capital de US$ 330 bilhões. O GIC já investe no Brasil, principalmente na área de biodiesel, com mais de 400 milhões de dólares em parceria com o grupo brasileiro Odebrecht.
A agenda goiana na Ásia inclui, ainda, o IE Singapure, com perfil de atuação semelhante à APEX Brasileira, que faz promoção das exportações e abertura de mercados em todo o mundo. O governador quer convencer o IE a atuar no mercado goiano como faz Roterdam, o principal intermediador de exportações locais para o mercado mundial, e estimular a entrada de produtos goianos na Ásia, utilizando a força do IE Singapura.
A agenda no país asiático inclui, ainda, o ST Kinetics – empresa especializada em produção de equipamentos pesados para mineração, com faturamento em torno de 1 bilhão e 500 milhões de dólares anuais. O maior concorrente desse grupo, a companhia russa Belaaz, está sinalizando no mesmo sentido – só que no estado de Minas. Ambos fabricam equipamentos pesados de mineração.