A Redação
Goiânia – Para Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo de Goiás, combater o feminicídio no Estado passa, antes de tudo, por colocar mais policiais nas ruas e ampliar a estrutura especializada de proteção às mulheres. Durante debate promovido pelo portal Mais Goiás em parceria com a Rádio Interativa, na noite desta quinta-feira (17/9), o candidato defendeu a extensão da Patrulha Maria da Penha para todo o Estado, a criação de novas delegacias de apoio às mulheres e o reforço das forças de segurança.
Ex-governador de Goiás por quatro mandatos, Marconi lembrou iniciativas implantadas durante suas gestões e afirmou que pretende retomar e ampliar essas estruturas. “Nós criamos 25 delegacias de apoio e proteção às mulheres e de combate ao feminicídio. Elas estão aí, espalhadas por Goiás afora. Nós também criamos as Patrulhas Maria da Penha”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a redução dos casos de feminicídio depende também da capacidade do Estado de garantir atendimento policial às vítimas e presença das forças de segurança nos municípios. “Nós temos 100 municípios que não tem nenhum policial militar. E metade dos municípios não tem nenhum policial ou agente civil”, disse. “A verdade é que a polícia foi desmontada e está sendo superdesvalorizada”, declarou.
Como uma das medidas para recompor o efetivo, Marconi propôs, já no primeiro dia de um eventual novo governo, o recrutamento de policiais civis e militares aposentados, mediante o pagamento de uma gratificação para o retorno ao serviço. Parte desses profissionais, segundo ele, seria direcionada a municípios que atualmente não têm policiais. “Também levaríamos a Patrulha Maria da Penha para todos os municípios goianos.”
Paralelamente às medidas emergenciais, o candidato afirmou que pretende convocar concurso público para 5 mil policiais destinados às diferentes forças de segurança. “Esses policiais serão imprescindíveis para combater o feminicídio e para proteger a população goiana”, afirmou.
Reforço das forças de segurança
Ao detalhar a proposta, Marconi também recorreu ao período em que governou Goiás para defender o modelo de gestão que pretende adotar. Ele afirmou que, ao assumir o governo em 1999, encontrou um Estado com dificuldades financeiras. “Quando eu cheguei ao governo, Goiás era um Estado que desvalorizava os servidores, que tinha muitos problemas, que não chamava concursos há muitos anos, enfim, era uma situação caótica”, afirmou.
Segundo o candidato, sua gestão conseguiu regularizar as contas e direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias. Ele citou a convocação de policiais como parte desse processo. “Foi assim que nós chamamos oito mil policiais militares e mais de doze mil policiais em todas as forças, foi assim que nós valorizamos para valer as polícias, tirando as polícias do pior salário possível”, arrematou.
