A Redação
Goiânia – O governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou nesta quinta-feira (6/10), durante o quadro Governador Responde, com perguntas enviadas pelas redes sociais do governo, que as severas medidas de ajuste fiscal adotadas a partir de 2014 para conter a crise econômica ocorreram para garantir a plena estabilidade dos serviços essenciais da administração (Saúde, Educação e Segurança) e dos programas sociais.
“Minha equipe e eu trabalhamos com muito amor e muita dedicação para enfrentar tantas resistências, tantas dificuldades, para enfrentar a maior crise econômica da história do Brasil e ir vencendo essas crises, imprimindo a marca da modernidade e transformando nosso Estado em uma das maiores referências em todos os aspectos para o país”, afirmou Marconi.
O governador disse que esse esforço já mostra resultados consistentes, expressos, por exemplo, no superávit primário de R$ 1,7 bilhão registrado pelo Tesouro Estadual no segundo quadrimestre deste ano – os números foram apresentados ontem pela secretária de Fazenda Ana Carla Abrão à Assembléia Legislativa. “Nós estamos gastando menos. O que a secretária quis dizer é o seguinte: temos um Orçamento de 20, mas só gastamos três, sobraram 17. Isso em termos de orçamento. Não significa que a gente tenha esse dinheiro. Mas estamos deixando de comprometer uma boa parte do orçamento, para que a gente possa conseguir o ajuste fiscal, superávit primário, principalmente o ajuste financeiro em meio a essa crise enorme”, afirmou o governador.
“Nós não temos dinheiro sobrando. Pelo contrário, nós estamos fazendo ajustes fortes para que a máquina funcione. O que é fazer a máquina funcionar? É investir, num ano, mais de 3 bilhões só com o funcionamento da área de segurança pública, fora outros gastos, pagando folha, pagando as viaturas para estarem nas ruas, pagando as horas extras”, disse Marconi. Segundo o governador, esse esforço fiscal vem garantindo que “os hospitais funcionem 24 horas por dia, sem interrupção; é pagar em dia os funcionários públicos, é manter as mais de 1.100 escolas do Estado funcionando bem. É manter as estradas”, afirmou.
O governador disse ainda que somente uma equipe competente e compromissada é capaz de dar conta do recado: “É uma ginástica enorme e isso requer muita competência na gestão, muito foco para você manter esses serviços todos em dia e ainda criar novas iniciativas e realizá-las, para que possam ir ampliando os serviços que são prestados, construindo mais escolas, mais hospitais, mais prédios públicos, que visem atender às pessoas”.
Para Marconi, a crise impôs os cortes e que Goiás está em situação bem mais confortável que o restante do País porque a administração se antecipou à crise. “Com a crise do tamanho da que é vivida pelo Brasil, era necessário realmente cortar. Eu comecei cortando pelas secretarias. Tínhamos feito um corte anterior. Tínhamos 16 secretarias e cortei mais seis. Depois cortei mais 5 mil cargos comissionados e outros quase 5 mil temporários”, observou.
E acrescentou: “Depois, cortei gastos na manutenção de todos os órgãos do governo do Estado, eu reduzi as mesadas de todos. Agora, o importante é que esses cortes foram feitos e não atingiram a qualidade dos serviços, os hospitais continuaram funcionando muito bem, com alta aprovação, as unidades todas do Vapt Vupt continuaram funcionando muito bem”.
Marconi: “Minha equipe e eu trabalhamos com amor e dedicação por Goiás”
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