José Cácio Júnior
Impedida de reajustar a tarifa de energia elétrica desde 2006 por causa das dívidas de R$ 2 bilhões com o governo federal e empresas do setor de energia, o governador Marconi Perillo (PSDB) espera que as perdas sejam repostas à Celg. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concedeu ajuste de 13,05% na tarifa, desde que a Celg se torne adimplente. A diretoria da empresa havia solicitado reposição de 51% relativa a 2006.
"Que estas perdas sejam recompensadas gradativamente", afirmou o governador, durante as comemorações do feriado de 7 de Setembro. Estima-se que a Celg deixou de arrecadar pelo menos R$ 1 bilhão desde 2006. O reajuste de 2011 poderia aumentar a arrecadação em R$ 30 milhões por mês. Embora a Celg tenha dívidas de R$ 7 bilhões, Marconi afirmou que a empresa já apresenta melhoria nas finanças. "Nós conseguimos colocar as obrigações de contratos e pagamentos dos empreiteros rigorosamente em dia."
Minimizando os problemas enfrentados pela estatal, Marconi afirmou que espera a resposta do governo federal para a Celg quitar as principais dívidas. O governo do Estado apresentou à Eletrobras um plano de recuperação que contempla a recuperação financeira, investimentos em infraestrutura de energia elétrica e mudança na gestão da empresa.
CPI
Embora tenha dito que não leu o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as contas de 2010 do ex-governador Alcides Rodrigues (PP), Marconi explicou que o documento confirma a tese de desequilíbrio financeiro deixado pela gestão passada. O tucano espera "reduzir de forma bastante expressiva o valor" e acredita que o equilíbrio financeiro será atingido no fim do ano. "Estamos fazendo esforço grande para diminuir (o desequilíbrio financeiro)."
O relatório do deputado Joaquim de Castro (PPS) apontou déficit de R$ 2,040 bilhões relativo ao 2010 e sugere ao Ministério Público o indiciamento de Alcides e seus auxiliares por improbidade administrativa.