Gabriela Louredo
Goiânia
– Prefeitos, vice-prefeitos, secretários e vereadores de todo o Brasil participarão da 22ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a ser realizada entre os dias 8 e 11 de abril. O movimento é organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Os chefes do Executivo Municipal irão à capital federal para cobrar a adoção de um novo pacto federativo, que proporcione a maior distribuição direta de recursos aos municípios "para que eles não fiquem reféns".
Palestras, debates e exposições compõem a programação do encontro, que será promovido no Congresso Nacional. As inscrições estão abertas desde 21 de novembro de 2018 pelo
site da CNM. O presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Haroldo Naves, acredita que o governo federal será municipalista.
"O presidente Jair Bolsonaro tem sinalizado que é um político de 'Mais Brasil, Menos Brasília'. Esperamos que isso se materialize , as conversas com a equipe dele são muito boas", afirma. A marcha, segundo ele, coincidirá com o período dos cem primeiros dias da gestão de Bolsonaro.
"Hoje, o novo pacto federativo é primordial para a sobrevivência dos municípios. Nós temos uma demanda no Congresso Nacional. Nosso mês mais crítico é o de setembro, quando começa a devolver o Imposto de Renda. Estamos com uma proposta de ter 1% em setembro neste ano, de forma escalonada. Se votar este ano, a gente começa com 0,25% no ano que vem e vai complementar 1% em 2022, mas já seria uma saída boa. É a distribuição de mais recursos onde o cidadão mora", defende Haroldo.
De acordo com Haroldo, estarão na pauta do encontro deste ano demandas que gerem a ampliação da fonte de receitas para os municípios, como a liberação e o aumento da compensação do Fundo de Auxílio Financeiro para o Fomento das Exportações (FEX), liberação de recursos para implementação de planos de saneamento básico, demandas junto ao Poder Judiciário, entre outros. O presidente da FGM afirma que os prefeitos goianos, assim como em todo Brasil, enfrentam uma grave crise.
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